Capítulo 12: Lutou lealmente a favor do seu Deus
1. Por que podemos dizer que não é exagero o que Números 13:23 diz sobre as uvas que havia na Terra Prometida? (w06 15/6 16 §§ 1, 2).
Números 13:23 — Quando chegaram ao vale de Escol, cortaram ali um ramo com um só cacho de uvas, que tinha de ser carregado numa vara por dois homens; trouxeram também algumas romãs e figos.
Comentário 1: O relato diz que um único cacho teve de ser carregado por dois homens. Não era exagero: os espiões tinham visto pessoalmente aquela colheita extraordinária.
Comentário 2: Perto de Hebrom, encontraram uma vinha com uvas tão grandes que chamaram aquela região de vale da torrente de Escol, ou “Cacho de Uvas”. Era uma impressionante demonstração da fertilidade da terra.
Comentário 3: Séculos depois, um visitante informou que em Escol ainda havia muitas videiras e que suas uvas estavam entre as melhores e maiores da Palestina. Isso confirma que a descrição bíblica era realista.
Comentário 4: Não era apenas Escol que produzia boas uvas. Em muitas partes da Palestina elas eram cultivadas, e há até registros egípcios que indicam que os faraós importavam vinho de Canaã.
Comentário 5: Aquele cacho era uma prova visível de que Jeová estava cumprindo sua promessa de levá-los a uma terra boa. Os israelitas tinham motivos para confiar nele, não para se deixar dominar pelo medo.
2. Será que a Terra Prometida realmente transbordava de “leite e mel”, como disseram Calebe e Josué? (Núm. 14:8; w11 1/3 15).
Números 14:8 — Se Jeová se agradar de nós, ele certamente nos fará entrar nessa terra e a dará a nós, uma terra que mana leite e mel.
Comentário 1: Sim, Calebe e Josué não estavam exagerando. Jeová havia prometido uma terra que transbordava de leite e mel, e eles confiavam que ele a daria ao seu povo.
Comentário 2: Na Terra Prometida, os israelitas criavam vacas, ovelhas e cabras. Assim, podiam ter um suprimento abundante de leite, conforme indicava a expressão usada na promessa.
Comentário 3: A palavra mel pode se referir a um suco doce e espesso feito de figos, tâmaras ou uvas. Mas muitas vezes a Bíblia fala de mel silvestre, isto é, mel produzido por abelhas.
Comentário 4: A descoberta de antigas colmeias em Tel Rehov apoia a ideia de que também havia produção de mel de abelhas. Ali foram encontradas muitas colmeias e evidências de uma atividade apícola bem desenvolvida.
Comentário 5: A terra era abundante, mas o mais importante era que era um presente de Jeová. Sua promessa estava se cumprindo, e isso tornava ainda mais triste o fato de muitos israelitas não confiarem nele.
3. Quanto faltava para os israelitas chegarem à Terra Prometida quando Moisés enviou os 12 espiões de Cades? (w04 15/10 17 §§ 11, 12).
Comentário 1: Quando Moisés enviou os espiões de Cades, os israelitas estavam muito perto da Terra Prometida. Pode-se dizer que já estavam às portas dela.
Comentário 2: Cades ficava a cerca de 16 quilômetros de Beer-Laai-Roi, onde Isaque e Rebeca tinham morado. Dali, Berseba ficava a menos de 95 quilômetros, junto ao limite meridional da Terra Prometida.
Comentário 3: Isso contrasta com o longo trajeto que já haviam feito. Do monte Sinai até Cades, tinham percorrido cerca de 270 quilômetros, uma rota que levava onze dias.
Comentário 4: Os espiões percorreram o Negebe e chegaram até Hebrom e aos limites setentrionais da terra. A conquista não estava longe; o problema não era a distância, mas a falta de fé da maioria.
Comentário 5: Por seguir o relatório desanimador de dez espiões, eles vagaram quarenta anos pelo deserto. O relato nos incentiva a confiar em Jeová e a não cair no mesmo padrão de desobediência.
4. Como Jeová recompensou Calebe por sua fé e coragem? (w06 1/10 18 § 11).
Comentário 1: Jeová permitiu que Calebe sobrevivesse aos quarenta anos no deserto, exatamente como havia prometido. Diferentemente da geração rebelde, Calebe entraria na Terra Prometida.
Comentário 2: Calebe também participou ativamente durante os seis anos da conquista de Canaã. Jeová não se esqueceu da fé e da coragem que ele havia demonstrado desde o começo.
Comentário 3: Embora já tivesse 85 anos, Calebe lutou contra os inimigos de Deus em Canaã. Jeová o abençoou com boa saúde e com a força necessária para cumprir aquela tarefa.
Comentário 4: Por fim, Calebe recebeu sua própria terra. Ele escolheu Hebrom, justamente o lugar que os dez espiões tinham considerado impossível de conquistar por causa de seus guerreiros gigantes.
Comentário 5: A recompensa de Calebe confirma que Jeová é generoso com aqueles que o servem com coragem e lealdade. Ele valoriza uma fé que continua forte com o passar dos anos.
Embora Calebe tenha demonstrado fé, ele teve de vagar pelo deserto junto com os outros israelitas. Mesmo assim, foi humilde e continuou confiando em Jeová. Em que situações poderíamos imitar o exemplo de Calebe?
Comentário 1: Podemos imitar Calebe quando sofremos as consequências de decisões erradas de outros. Embora tivesse sido fiel, ele não reclamou nem deixou de servir a Jeová durante os anos no deserto.
Comentário 2: Talvez uma situação difícil dure mais do que esperávamos. Calebe nos ensina a continuar confiando em Jeová e a manter uma atitude humilde enquanto esperamos que ele aja.
Comentário 3: Calebe apoiou de todo o coração Moisés e, depois, Josué. Podemos imitá-lo colaborando lealmente com aqueles que Jeová usa para liderar seu povo.
Comentário 4: É fácil pensar que merecemos um tratamento diferente quando fizemos o que é certo. Calebe não se concentrou em si mesmo; continuou colocando a vontade de Jeová em primeiro lugar.
Comentário 5: A paciência de Calebe foi recompensada. Seu exemplo nos ajuda a continuar fiéis mesmo que tenhamos de esperar muito para ver as promessas de Jeová se cumprirem.
Como o exemplo de Calebe nos ajuda a resistir à pressão de grupo e a não seguir “a maioria”? (Êxo. 23:2).
Êxodo 23:2 — Não vá atrás da multidão para fazer o mal; ao prestar depoimento, você não deve perverter a justiça para apoiar a multidão.
Comentário 1: Calebe e Josué não seguiram os dez espiões nem a multidão que se deixou levar pelo medo. Eles ficaram do lado de Jeová, embora isso os colocasse em perigo.
Comentário 2: A maioria nem sempre tem razão. Calebe nos lembra de que devemos basear nossas decisões no que Jeová pensa, não no que parece popular entre as pessoas ao nosso redor.
Comentário 3: A pressão pode surgir quando somos convidados a participar de algo que não está de acordo com os princípios bíblicos. Assim como Calebe, podemos dizer respeitosamente que não vamos fazer isso.
Comentário 4: Calebe não se limitou a rejeitar o relatório ruim; ele tentou incentivar o povo a confiar em Jeová. Podemos fazer o mesmo por falar de modo positivo e baseado na Bíblia.
Comentário 5: Não precisamos nos sentir sozinhos por fazer o que é certo. Jeová esteve com Calebe e Josué, e também fortalece aqueles que permanecem leais mesmo quando outros não os apoiam.
De que outras maneiras você pode imitar a coragem de Calebe?
Comentário 1: Podemos mostrar coragem ao falar sobre nossa fé. Calebe defendeu claramente a confiança em Jeová, mesmo quando a multidão era contra ele.
Comentário 2: Também precisamos de coragem para não nos deixar vencer por obstáculos que parecem grandes. Calebe não negou que houvesse inimigos fortes; ele confiou que Jeová estaria com ele.
Comentário 3: A coragem de Calebe não diminuiu com a idade. Seu exemplo incentiva a todos, jovens e idosos, a continuar servindo a Jeová com entusiasmo.
Comentário 4: Podemos ser corajosos ao aceitar uma designação ou perseverar numa tarefa difícil. Calebe se dispôs a lutar por Hebrom porque confiava na promessa de Jeová.
Comentário 5: Além disso, Calebe foi corajoso sem agir por conta própria. Ele apoiou Moisés e Josué. A coragem cristã sempre está ligada à lealdade e à humildade.
O que esse relato me ensina sobre Jeová?
Comentário 1: Jeová vê o que há no coração. Ele percebeu que Calebe tinha um espírito diferente e que o seguia de todo o coração.
Comentário 2: Jeová cumpre suas promessas. Ele prometeu que Calebe entraria na Terra Prometida e, décadas depois, permitiu que ele recebesse Hebrom como herança.
Comentário 3: Jeová é paciente, mas também leva muito a sério a falta de fé. O relato mostra que ele não aprovou a rebeldia daqueles que rejeitaram suas claras demonstrações de poder.
Comentário 4: Jeová fortalece seus servos fiéis para fazer o que espera deles. Calebe pôde enfrentar uma tarefa difícil porque tinha certeza de que Jeová estaria com ele.
Comentário 5: Jeová é generoso e grato. Ele não se esqueceu das décadas de lealdade de Calebe, mas o abençoou com vida, força e uma herança na terra prometida.
Como esse relato se relaciona com o propósito de Jeová e com o tema principal da Bíblia?
Comentário 1: O relato demonstra que Jeová estava cumprindo seu propósito de levar Israel à terra que havia prometido. Nenhum obstáculo poderia impedi-lo de realizar sua vontade.
Comentário 2: A Terra Prometida era uma prova de que Jeová cumpre o que diz. Calebe e Josué confiaram na sua promessa, enquanto outros permitiram que o medo enfraquecesse sua fé.
Comentário 3: Jeová preservou a vida de Calebe e Josué para que entrassem na terra. Assim ficou claro que ele abençoa os que permanecem leais e confiam em sua orientação.
Comentário 4: O relato destaca uma ideia que aparece em toda a Bíblia: Jeová merece confiança absoluta. Seus servos são beneficiados quando obedecem e seguem em frente com fé.
Comentário 5: A experiência de Calebe também dirige nossa atenção para o futuro. Queremos continuar obedientes e fazer todo o possível para entrar no descanso que Jeová prometeu.
O que eu gostaria de perguntar a Calebe quando ele ressuscitar?
Comentário 1: Poderíamos perguntar que lembranças ele tinha das obras poderosas de Jeová no Egito e no mar Vermelho. Essas experiências devem ter fortalecido profundamente sua fé.
Comentário 2: Seria interessante perguntar como ele se sentiu ao ouvir o relatório dos dez espiões e ver que o povo se recusava a confiar em Jeová.
Comentário 3: Talvez quiséssemos perguntar o que o ajudou a conservar uma fé forte durante os quarenta anos em que Israel vagou pelo deserto.
Comentário 4: Também poderíamos perguntar como foi conquistar Hebrom aos 85 anos. Ele estava convencido de que Jeová estaria com ele, assim como havia prometido.
Comentário 5: Acima de tudo, seria muito bonito perguntar o que significou para ele seguir a Jeová de todo o coração durante toda a vida e voltar a servi-lo no futuro.
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