Iniciando conversas
Dados da designação
Designação: Iniciando conversas
Duração: 3 min
Lição e ponto: Lição 4 · Humildade · ponto 5
Objetivo didático: Seja brando. Não insista em provar que você está certo. Nosso objetivo não é discutir. A humildade ajudará você a manter a calma e a saber quando é hora de ir embora (Pro. 17:14; Tito 3:2). Se responder de modo bondoso e mostrar brandura, talvez a pessoa esteja disposta a conversar conosco em outra ocasião.
Cenário: Numa praça ao lado do mercado, uma pessoa que espera a irmã à sombra de um expositor conversa pela primeira vez com a publicadora sobre um desentendimento que acabou de ter numa fila
Texto bíblico associado: Tito 3:2 — que não falem mal de ninguém, que não sejam briguentos, mas que sejam razoáveis, demonstrando toda brandura para com todos os homens.
Material oficial: TESTEMUNHO PÚBLICO. (lmd lição 4 ponto 5).
Pessoa: Você se importa que eu espere aqui, na sombra? Minha irmã ainda está fazendo compras e eu já precisava sair um pouco.
Publicador: Não, claro que não. Pode ficar. Aqui não atrapalha a passagem. Tem muita gente dentro do mercado?
Pessoa: Bastante. E, além disso, um senhor furou a fila. Eu falei isso para ele e acabamos falando mais alto do que devíamos.
Publicador: Depois de esperar a sua vez, é irritante quando alguém passa na sua frente. Vocês conseguiram esclarecer a situação?
Pessoa: A funcionária respeitou a minha vez, mas o senhor continuou reclamando. Eu também respondi. Minha irmã diz que eu devia ter deixado para lá, mas não achei justo.
Publicador: Entendo. Uma coisa é pedir que respeitem a sua vez, e outra é acabar numa briga. Às vezes é difícil manter essa diferença quando a outra pessoa levanta a voz.
Pessoa: Exatamente. Porque ser gentil parece muito bom até alguém tirar proveito disso. Se a pessoa sempre fica calada, os outros fazem o que querem.
Publicador: Não acho que seja preciso ficar sem dizer nada. Um conselho da Bíblia que relaciona a brandura com ser razoável me ajuda. Posso ler essa frase para você?
Pessoa: Bem, se é só uma frase… Mas já aviso que não sou muito religiosa.
Publicador: Claro, não estou presumindo que você seja. Veja como Tito 3:2 descreve o modo de tratar os outros.
Publicador: Tito 3:2 — que não falem mal de ninguém, que não sejam briguentos, mas que sejam razoáveis, demonstrando toda brandura para com todos os homens. Entendo isso como um convite para cuidar de como respondo, não para dar razão a todo mundo. Numa fila, eu poderia pedir firmemente a minha vez, sem insultar.
Pessoa: Foi o que fiz no começo. Mas, se o outro continua, o que fazer? Parece que todo o esforço tem de ser feito por quem tenta se comportar bem.
Publicador: Sim, pode ser difícil. Você já tinha explicado o que aconteceu, e a funcionária respeitou a sua vez. Continuar respondendo ao senhor provavelmente não resolveria mais nada.
Pessoa: Resolver, não resolveu. Só consegui sair irritada. Mas também não preciso de uma religião para saber que não é bom discutir. Aprendi isso em casa.
Publicador: Claro, muitas famílias ensinam a tratar bem os outros. Não queria dar a entender o contrário. Para mim, esse conselho serve de lembrete quando é difícil fazer isso.
Pessoa: Vocês são Testemunhas de Jeová? Pergunto por causa do expositor.
Publicador: Sim, somos Testemunhas de Jeová. Compartilhamos conselhos da Bíblia com quem deseja conversar.
Pessoa: Eu tenho minhas reservas com as religiões. Já vi pessoas falarem de respeito e depois tratarem mal os outros. Por isso prefiro não entrar nesses assuntos.
Publicador: Entendo que isso deixe você desconfiada. Não vou insistir se prefere parar por aqui.
Pessoa: Sim, é melhor. Além disso, já estou vendo minha irmã sair. Vou ajudá-la com as sacolas.
Pessoa: Não é que eu me incomode de falar com você. O que me incomoda é que, quando digo que não concordo, às vezes entendem isso como um convite para me convencer. E acabo ficando na defensiva.
Publicador: Obrigada por explicar. Se alguém sente que precisa se defender o tempo todo, a conversa fica cansativa. Ouvir também envolve aceitar que a outra pessoa não queira continuar falando de um assunto, mesmo que para nós ele seja importante.
Pessoa: Isso acontece comigo com a minha irmã. Ela me diz algo para o meu bem e eu logo tento me justificar. Antes, por exemplo, eu poderia ter reconhecido que acabei gritando, sem voltar a contar tudo o que aquele senhor fez.
Publicador: Você poderia dizer: “Não gostei que ele furasse a fila, mas também não gostei do jeito como terminei falando”. Assim reconhece a sua reação sem justificar o que aconteceu. E, da minha parte, podemos encerrar nossa conversa aqui.
Publicador: Está bem. Tudo de bom para vocês.
Cultivando o interesse
Dados da designação
Designação: Cultivando o interesse
Duração: 4 min
Lição e ponto: Lição 8 · Paciência · ponto 3
Objetivo didático: Tente algo diferente. Se no começo a pessoa não quiser aceitar um curso bíblico, não a pressione. Mas, se achar apropriado, use vídeos ou artigos para mostrar como são nossos cursos bíblicos e como ela se beneficiaria de aceitar um.
Cenário: Na porta de sua casa, Elena recebe uma publicadora que volta conforme combinado e conta uma dificuldade ao ajudar o pai a usar o telefone
Texto bíblico associado: 1 Coríntios 13:4 — O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento. Não se gaba, não é orgulhoso,
Material oficial: DE CASA EM CASA. (lmd lição 8 ponto 3).
Publicador: Oi, Elena. Combinamos que eu passaria na quinta-feira. Agora é um bom momento ou você está ocupada?
Pessoa: Agora posso falar um pouquinho. Acabei de desligar com meu pai. Estávamos tentando fazer uma videochamada, mas acabamos falando pelo telefone como sempre.
Publicador: O aplicativo não estava funcionando?
Pessoa: Funcionar, funciona. Ele toca no lugar errado e depois não sabe voltar. Eu explico os passos, mas ele pergunta a mesma coisa várias vezes. E justamente outro dia falamos sobre ter paciência…
Publicador: Sim, lembro que você disse que às vezes é mais difícil ter paciência com a família. Além disso, pelo telefone você não consegue ver o que aparece na tela dele. O que você faz quando não consegue mais explicar?
Pessoa: Hoje eu disse que era melhor parar. Não gritei com ele, mas sei que meu tom não foi bom. Depois fico triste, porque ele só quer ver os netos.
Publicador: Então você não está preocupada apenas em resolver o problema do telefone, mas também com o modo como ele se sente quando você tenta ajudá-lo.
Pessoa: É isso. Mas ter paciência também não pode significar repetir a mesma coisa a tarde inteira. Há dias em que estou com o tempo contado.
Publicador: Claro, você tem outras coisas para cuidar. Há um texto que relaciona a paciência com o modo de tratar os outros. Posso ler algumas palavras para você e você me diz o que acha?
Pessoa: Sim, leia. Vamos ver como eu poderia aplicar isso sem terminar exausta.
Publicador: Veja as qualidades mencionadas em 1 Coríntios 13:4 ao falar do amor. Há uma passagem que se aplica bem ao assunto. Que tal lermos 1 Coríntios 13:4?
Publicador: 1 Coríntios 13:4 — O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento. Não se gaba, não é orgulhoso, Aqui a paciência aparece junto com a bondade. Pensando no que você contou, não se trataria apenas de aguentar sem levantar a voz, mas de procurar fazer seu pai se sentir bem tratado enquanto aprende.
Pessoa: É justamente isso que às vezes me falta. Digo as palavras certas, mas com um tom que quer dizer: de novo estamos falando disso.
Publicador: Você acha que ajudaria escolher um momento em que não esteja com tanta pressa e praticar uma coisa só? Não resolver tudo de uma vez, mas conseguir, por exemplo, que ele saiba atender a videochamada.
Pessoa: Pode ser. Tento ensiná-lo a ligar, atender, mudar a câmera… E no fim ele se confunde. Talvez eu queira avançar rápido demais.
Publicador: E, se naquele dia você precisar parar, poderia combinar quando continuar. Assim ele não confundiria sua falta de tempo com falta de vontade de falar com ele. Ter paciência não exige resolver tudo numa ligação.
Pessoa: Isso eu posso tentar. Prefiro dizer que continuamos amanhã a terminar falando de modo rude. Embora uma coisa seja pensar nisso agora e outra é lembrar quando estou nervosa.
Publicador: Eu também preciso me lembrar disso. Por isso é útil parar numa ideia bíblica e pensar em como aplicá-la. Você gostaria de conhecer um curso da Bíblia?
Pessoa: Conversar um pouco, sim, mas um curso, não. Já tenho compromissos suficientes e não quero começar algo para depois ter de dizer que vou parar.
Publicador: Tudo bem, Elena. Você não precisa começar um curso só porque conversamos. Se algum dia ficar curiosa, eu poderia mostrar um vídeo sobre como são nossos cursos bíblicos. Assistir não significa aceitar um curso.
Pessoa: Um vídeo para ver como é? Talvez isso sim. Quando você fala em curso, imagino aulas, anotações e ter de preparar tudo.
Publicador: Justamente. Assistir ao vídeo permitiria que você tivesse uma ideia mais clara e avaliasse se isso poderia ajudá-la. Mas hoje podemos parar por aqui. Você não precisa decidir nada agora.
Pessoa: Melhor outro dia. Você pode passar na próxima quinta e me mostrar. Mas por enquanto só quero assistir.
Publicador: Quando assistirmos, você poderá observar se esse modo de aprender seria útil em situações como a que me contou. O que mais preocupa você é encontrar tempo, ou há algo mais que a faz hesitar?
Pessoa: Também penso que já sei que devo ter paciência. Meu problema é fazer isso. Eu teria vergonha de estar aprendendo da Bíblia e depois ter de admitir que voltei a responder mal ao meu pai. Sentiria que não estou aproveitando o que aprendo.
Publicador: Entendo. Mas reconhecer que algo não deu certo pode nos ajudar a ver o que precisamos melhorar. Pense nesta ligação: embora já tenha terminado, você ainda poderia dizer ao seu pai: “Desculpe pelo tom de antes. Quero ajudá-lo, mas fiquei nervosa”. Essa seria uma maneira concreta de praticar a bondade de que falamos. Aprender não é apenas saber o que seria certo, mas também pensar no que fazer quando erramos.
Pessoa: Eu não tinha pensado em ligar para pedir desculpas; estava esperando a irritação passar. Posso fazer isso sem esperar a próxima videochamada. E na quinta vemos o vídeo, embora prefira deixar para mais tarde a decisão sobre o curso.
Publicador: Está bem, só assistir ao vídeo. Passarei na quinta. Que a próxima ligação com seu pai corra bem.
Explicando suas crenças
Dados da designação
Designação: Explicando suas crenças
Duração: 5 min
Cenário: No refeitório do trabalho, uma mulher que compara anúncios de aluguel comenta com uma colega Testemunha de Jeová sobre a possibilidade de morar com o namorado antes de se casar
Texto bíblico associado: 1 Tessalonicenses 4:3 — Pois esta é a vontade de Deus: que vocês sejam santos e se abstenham de imoralidade sexual. / Gênesis 2:24 — Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e eles se tornarão uma só carne.
Material oficial: Encenação. ijwhf artigo 34. Tema: Devemos morar juntos antes de nos casar? (th lição 12).
Pessoa: Veja este anúncio. Nas fotos o apartamento parece enorme, mas tem um quarto só. Estou procurando durante todo o intervalo, e os que podemos pagar desaparecem imediatamente.
Publicador: É o que você me mostrou ontem ou vocês encontraram outro?
Pessoa: Outro. Meu namorado diz que, se juntarmos o que cada um paga, poderemos alugar algo melhor. Além disso, assim testaríamos como nos damos antes de casar. Você é Testemunha de Jeová, não é? O que acha disso?
Publicador: Sim, sou. Entendo que dividir as despesas seja atraente. E querer conhecer bem alguém antes de se casar faz muito sentido. No meu caso, eu não moraria com alguém antes de me casar, por causa do que a Bíblia ensina.
Pessoa: Mesmo que vocês planejem se casar depois? Nós não queremos ficar trocando de parceiro. Justamente queremos evitar que o casamento dê errado.
Publicador: Não duvido que vocês se amem nem que estejam pensando seriamente nisso. Mas a Bíblia faz uma distinção entre ter a intenção de casar e ser casado. Se você quiser, mostro o texto em que baseamos nossa posição.
Pessoa: Sim, mostre. Eu achava que era uma regra da religião de vocês, mas não sabia que havia algo escrito sobre isso.
Publicador: Estas palavras de 1 Tessalonicenses 4:3 explicam como Deus encara as relações sexuais. Vou ler para você. Há uma passagem que se aplica bem ao assunto. Que tal lermos 1 Tessalonicenses 4:3?
Publicador: 1 Tessalonicenses 4:3 — Pois esta é a vontade de Deus: que vocês sejam santos e se abstenham de imoralidade sexual. A imoralidade sexual inclui relações sexuais fora do casamento, mesmo que o casal planeje se casar. Por isso, para nós não se trata apenas de compartilhar um endereço, mas de respeitar o lugar que Deus dá a essas relações.
Pessoa: Entendo a posição de vocês, embora eu não veja isso da mesma maneira. Tenho mais medo de me casar sem saber como é morar com ele. Quando saímos, tudo vai bem; cuidar de uma casa é outra coisa.
Publicador: Claro, um passeio agradável não mostra como vocês vão lidar com os problemas. O que mais preocupa você: descobrir hábitos que a incomodem ou não conseguirem resolver as diferenças?
Pessoa: A segunda opção. Não me incomoda tanto que ele deixe uma xícara por aí. Tenho medo de acabar cuidando de tudo e, quando falar disso, ele achar que estou exagerando.
Publicador: Então, mais do que descobrir os hábitos dele, você quer saber se ele vai ouvi-la e dividir as responsabilidades. Isso merece ser conversado antes de dar esse passo. A Bíblia também explica que tipo de união é o casamento. Veja como Gênesis 2:24 o apresenta. Há uma passagem que se aplica bem ao assunto. Que tal lermos Gênesis 2:24?
Publicador: Gênesis 2:24 — Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e eles se tornarão uma só carne. Jeová, que criou o casamento, apresenta-o como uma união entre marido e esposa. O compromisso é fundamental: não apenas verificar se tudo é confortável, mas estar disposto a trabalhar junto quando surgem dificuldades.
Pessoa: Mas casar também não torna alguém responsável. Conheço casamentos que discutem por tudo. Um papel não garante que a pessoa vai cuidar de você.
Publicador: Você tem razão: casar não muda automaticamente ninguém. Por isso eu não diria que você deve se casar depressa. O compromisso precisa vir acompanhado de qualidades e esforço. Morar juntos como teste também não garante que os dois desenvolvam essa disposição.
Pessoa: É, mas pelo menos, se não der certo, cada um pode seguir seu caminho. Parece mais simples do que se separar depois de um casamento.
Publicador: Pode parecer. No entanto, este artigo sobre morar juntos antes de se casar aponta uma dificuldade: quando vocês já dividem aluguel e outras responsabilidades, terminar o relacionamento pode ficar mais complicado. Alguns casais continuam juntos porque é difícil se separar, não porque resolveram suas diferenças.
Pessoa: Isso eu entendo. Só de pensar em pagar o depósito, comprar móveis e procurar outro apartamento… Mas então, como posso conhecê-lo bem sem morar com ele?
Publicador: O artigo sugere que vocês passem tempo suficiente juntos e observem especialmente os valores e as crenças que compartilham. No seu caso, poderiam conversar sobre o que esperam quanto às tarefas, ao dinheiro e a como resolver um desacordo. Não apenas perguntar, mas observar como se tratam agora.
Pessoa: Conversar nós podemos, mas qualquer um pode dizer que vai ajudar. Depois é preciso fazer isso.
Publicador: Exatamente. Por exemplo, quando você fala de algo que a preocupa, ele escuta? Quando combinam fazer algo, ele cumpre a parte dele? Essas situações não reproduzem toda a vida de casados, mas permitem que você conheça as qualidades dele sem ainda dividir uma casa.
Pessoa: Normalmente ele me escuta. Mas deixamos para um “vamos ver” a divisão das tarefas. Talvez estejamos procurando apartamentos antes de conversar sobre coisas importantes.
Publicador: Vocês podem reservar tempo para conversar sobre isso. A alternativa que a Bíblia propõe não é casar sem se conhecer, mas conhecer-se bem respeitando o casamento. O conselho dela procura o nosso bem, não que tomemos uma decisão às cegas.
Pessoa: Não estou dizendo que mudei de opinião. Mas quero ler esse artigo, principalmente a parte sobre como nos preparar. Você me diz o nome?
Publicador: Sim, e ao ler essa parte, observe algo: preparar-se não significa encontrar alguém que pense exatamente como você em tudo. O importante é conhecer os valores dele e como vocês lidam com as diferenças, sem deixar que a pressa de encontrar um apartamento decida por vocês.
Pessoa: Isso me tranquiliza, porque temos diferenças. Eu gosto de economizar e ele gosta de fazer planos. Teríamos de interpretar isso como um sinal de que não somos compatíveis?
Publicador: Não necessariamente. Vocês poderiam pensar numa situação concreta: se depois de pagar as despesas sobrar pouco dinheiro, prefeririam guardá-lo ou sair? Mais do que obter uma resposta perfeita, observe se conseguem ouvir um ao outro e chegar a um acordo que ambos estejam dispostos a cumprir. Uma preferência diferente não é o mesmo que se recusar a ouvir o outro. Essa conversa pode ajudá-los a ver que importância dão ao dinheiro e ao bem-estar do casal.
Pessoa: Entendo. Não se trata de procurar defeitos, mas de saber se podemos tomar decisões juntos. Vou anotar o título para ler com calma.
Publicador: Claro: “Devemos morar juntos antes de nos casar?”. Vou deixar o artigo aberto para você anotar o título. Se depois quiser comentar alguma ideia, podemos conversar com calma.
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