Carregando…

8%

Tesouros da Palavra de Deus para a semana de 8 a 14 de março de 2027

Tesouros da Palavra de Deus para a semana de 8 a 14 de março de 2027

Tema: Jeová se lembra do que fazemos por ele

Às vezes, o que fazemos por Jeová exige mais esforço do que os outros conseguem ver. Talvez dediquemos tempo e energia à pregação, mas os resultados pareçam pequenos. Podemos até nos perguntar se nossos esforços têm valor. Os capítulos 29 e 30 de Ezequiel nos dão um motivo para ficar tranquilos. Por meio do que Jeová fez por um rei que nem sequer o adorava, aprendemos algo muito consolador: Jeová se lembra do que fazemos por ele.

O relato nos leva a uma campanha militar contra Tiro. Pouco depois da queda de Jerusalém, aquela cidade se rebelou contra Babilônia, e Nabucodonosor a sitiou. Tiro se considerava inexpugnável e resistiu durante anos. Não foi uma operação rápida nem simples. Jeová usou os babilônios para realizar aquela guerra e sabia exatamente quanto isso tinha custado a eles. Observe como ele descreveu o esforço deles em Ezequiel 29:18.

Ezequiel 29:18 — “Filho do homem, Nabucodonosor, rei de Babilônia, impôs ao seu exército uma dura campanha contra Tiro. Todas as cabeças ficaram calvas e todos os ombros foram esfolados. Mas ele e seu exército não receberam nenhum salário pela campanha que ele realizou em Tiro.

Os detalhes do versículo nos ajudam a imaginar o desgaste dos soldados. O atrito dos capacetes tinha deixado a cabeça deles careca. Além disso, carregar os materiais para construir as obras de sítio tinha esfolado seus ombros. Não se tratava apenas de terem dedicado muito tempo. Eles tinham suportado um trabalho físico exaustivo, com consequências visíveis no corpo. E o sítio se prolongou por treze anos.

No entanto, todo esse esforço não produziu o saque esperado. Nabucodonosor destruiu a parte de Tiro situada no continente, mas a maior parte de suas riquezas havia sido transferida para uma pequena ilha, a cerca de 800 metros da costa. Como não dispunha de uma frota para tomá-la, aquelas riquezas ficaram fora do alcance dele. Tiro acabou se rendendo, mas a campanha tinha sido longa e custosa para o rei babilônio.

O que aprendemos com tudo isso? Jeová não deixou passar despercebido nem o trabalho realizado nem a falta de compensação. Sua descrição não se limita ao resultado da campanha; ela também registra o desgaste que ela causou. Isso nos ajuda a conhecê-lo melhor. Ele consegue ver muito mais do que os resultados visíveis de uma atividade. Mas sua atenção não ficou apenas numa observação. O que ele faria a respeito daquela falta de pagamento?

A resposta aparece logo em seguida. Jeová anunciou que Nabucodonosor receberia a terra do Egito e que suas riquezas serviriam de compensação para o exército. É interessante que Jeová tenha sido quem providenciou esse pagamento. Embora o saque de Tiro tivesse escapado deles, ele tinha condições de fornecer uma recompensa de outra maneira. Vejamos como ele expressou isso em Ezequiel 29:19.

Ezequiel 29:19 — “Portanto, assim diz o Soberano Senhor Jeová: ‘Estou dando a terra do Egito a Nabucodonosor, rei de Babilônia, e ele levará embora a sua riqueza e tomará dela muito despojo e espólio; e isso servirá como salário para o seu exército.’

O Egito, com suas riquezas, seria o salário pelo serviço que Nabucodonosor havia prestado como executor designado por Jeová contra Tiro. O termo “salário” transmite uma ideia clara: Jeová reconheceu o trabalho e decidiu compensá-lo. Mas será que o cumprimento desse anúncio dependia apenas da força militar de Babilônia? Encontramos a resposta em outra declaração de Jeová. Vamos ouvir Ezequiel 30:25.

Ezequiel 30:25 — Fortalecerei os braços do rei de Babilônia, mas os braços de Faraó ficarão caídos; e eles terão de saber que eu sou Jeová quando eu puser a minha espada na mão do rei de Babilônia, e ele a usar contra a terra do Egito.

O contraste é muito claro: Jeová fortaleceria o rei de Babilônia, enquanto Faraó ficaria sem forças. A imagem de colocar sua espada na mão do rei babilônio indica que Jeová o usaria para executar sua decisão contra o Egito. Portanto, a compensação anunciada não era um desejo que talvez nunca se realizasse. Jeová tinha tanto a intenção de dá-la como o poder necessário para isso.

Isso fortalece nossa confiança nele. Não estamos comparando nosso serviço cristão com uma campanha militar; estamos observando como Jeová agiu. Ele levou em conta uma tarefa realizada e providenciou uma compensação. Por isso, não precisamos medir o valor de nosso serviço apenas pelos resultados que vemos imediatamente. Aquele que o valoriza consegue ver mais do que nós. Mas ainda há um detalhe que torna esse relato especialmente animador.

Por que Jeová decidiu compensar Nabucodonosor e seu exército? Não porque fossem seus adoradores. Os babilônios não acreditavam nele. Mesmo assim, tinham realizado um trabalho que Jeová havia usado para cumprir seu propósito, e ele não se esqueceu disso. No versículo seguinte, ele explica diretamente o motivo da compensação. Essa explicação nos permite relacionar o relato com nossa própria relação com Jeová. Vamos ler Ezequiel 29:20.

Ezequiel 29:20 — “‘Darei a ele a terra do Egito como pagamento pela sua campanha contra ela, visto que eles trabalharam para mim’, diz o Soberano Senhor Jeová.

Jeová considerou aquela campanha um trabalho realizado para ele e decidiu recompensá-lo. Aqui está a reflexão que podemos guardar no coração: se ele não se esqueceu do que fizeram homens que não o adoravam, com muito mais razão se lembrará do que fazemos nós, que o amamos. Nosso serviço tem algo que ele valoriza de modo especial: o amor que nos motiva a apoiar seu Reino. Por isso, nenhuma oferta sincera deixa de ter valor por ser pequena.

Pense, por exemplo, em alguém que tem pouca energia e, mesmo assim, faz um esforço para participar na pregação. Talvez, ao terminar, ache que fez muito pouco. Ou pense em alguém que dispõe de recursos financeiros limitados, mas deseja contribuir para apoiar o Reino. De fora, essas contribuições poderiam parecer pequenas. No entanto, Jeová valoriza cada oferta que nasce do amor. O tamanho do que damos não conta toda a história.

Se nosso coração nos fizer duvidar de que Jeová está contente com nossos esforços, perguntemo-nos: estou avaliando meu serviço apenas pela quantidade de resultados que consigo contar? Estou me esquecendo do amor que me motivou a fazer isso? O relato dos babilônios nos convida a corrigir essa perspectiva. Jeová não se esquece nem do menor serviço que prestamos em apoio ao seu Reino. Lembrar disso nos ajuda a continuar dando o que nossas circunstâncias permitem.

Assim, meditemos nesta ideia: se Jeová se lembrou daquele trabalho, por que se esqueceria dos meus esforços sinceros por ele? Não esperamos um pagamento material como o que Nabucodonosor recebeu. Valorizamos as bênçãos espirituais que Jeová já nos concede e aguardamos com expectativa as alegrias do novo mundo. Essa perspectiva nos incentiva a continuar pregando e fazendo discípulos, não para receber reconhecimento humano, mas porque amamos a Jeová e confiamos que ele nos valoriza.

Quando tivermos a impressão de que nossos esforços passam despercebidos, lembremo-nos desse relato. Jeová viu o trabalho realizado contra Tiro, providenciou uma compensação e explicou por que a daria. Com muito mais razão, ele valoriza nosso serviço motivado por amor. Continuemos usando nosso tempo, nossas energias e nossos recursos para apoiar o Reino, confiantes de que o que fazemos por Jeová, mesmo que pareça pequeno, nunca é esquecido.

★ Premium

Aproveite todos os recursos Premium

Mais comodidade para preparar as reuniões e usar todas as ferramentas do site.

  • Navegação sem anúncios
  • Minha Gravadora e transcrição ao vivo
  • Revisão de designações
  • Academia completa
  • Publicações em áudio e lupa de leitura
  • Comentários salvos e sincronizados
  • Apoie o projeto e ajude a mantê-lo

Plano mensal

3 € por mês

Renovação mensal. Cancele quando quiser.

Escolher mensal
2 meses grátis

Plano anual

30 € por ano

Pagamento único por 12 meses. Sem renovação automática.

Escolher anual

Deixe um comentário

Desloque-se para o topo
Meu Gravador