INICIANDO CONVERSAS
Duração: 3 minutos
Local: Testemunho público
Objetivo: Oferecer um estudo bíblico para uma pessoa de uma cultura não cristã
Lição: Tato
Texto bíblico: Mateus 7:12
Publicação: Seja Feliz para Sempre!
Situação: Uma jovem para diante de um carrinho de publicações perto de uma biblioteca. O anúncio de um curso gratuito chama a atenção dela, mas ela explica que foi criada com crenças diferentes das cristãs.
Publicador(a): Oi. Vi que você estava olhando o cartaz sobre o curso. Alguma coisa em especial chamou sua atenção?
Pessoa: A parte que diz “curso gratuito da Bíblia”, embora provavelmente não seja para mim. Eu não sou cristã. Minha família segue outras crenças.
Publicador(a): Obrigada por me contar. É natural você querer saber como funciona antes de aceitar alguma coisa. Suas crenças influenciaram bastante a sua maneira de encarar a vida?
Pessoa: Sim. Desde pequena me ensinaram a respeitar os outros, não fazer mal a ninguém e tentar viver em paz.
Publicador(a): São valores muito bons. Acho muito positivo você tentar preservá-los, porque nem sempre é fácil viver de acordo com aquilo em que acreditamos.
Pessoa: Por isso eu não gostaria que alguém tentasse me convencer de que tudo o que aprendi está errado.
Publicador(a): Eu entendo. Eu também não me sentiria à vontade se alguém começasse criticando minhas crenças sem me ouvir. Nosso curso não é para discutir nem para obrigar a pessoa a mudar de religião. A gente examina a Bíblia, e cada um fica à vontade para dizer o que pensa.
Pessoa: Mas a Bíblia é um livro cristão. Não sei o que ela poderia me oferecer.
Publicador(a): É uma dúvida bem razoável. Embora fale de ensinos cristãos, ela também contém princípios que muitas pessoas, independentemente de sua cultura, consideram valiosos. Por exemplo, você falou da importância de tratar bem os outros. Veja o que Jesus ensinou em Mateus 7:12: “Tudo o que vocês querem que os homens façam a vocês, façam também a eles.”
Pessoa: Essa ideia eu gosto. Na verdade, é bem parecida com algo que me ensinaram em casa.
Publicador(a): É verdade; nesse ponto temos algo em comum. Nós duas valorizamos o respeito e a compaixão. O curso ajuda a descobrir princípios como esse e a ver se eles podem nos ajudar com problemas atuais.
Pessoa: E eu teria que aceitar que Jesus é o Filho de Deus?
Publicador(a): Ninguém pediria que você aceitasse nada sem analisar. Você pode fazer perguntas, discordar ou dizer que uma explicação não convenceu você. A ideia é primeiro conhecer o que a Bíblia realmente ensina e depois tirar suas próprias conclusões.
Pessoa: Assim parece mais razoável. Como são as aulas?
Publicador(a): São conversas breves e gratuitas. Podemos começar com uma pergunta que interesse você, como encontrar paz interior, por que existe tanto sofrimento ou que conselhos podem melhorar nossos relacionamentos.
Pessoa: Eu me interessaria pelo tema da paz interior. Com o trabalho e os estudos, ultimamente tenho vivido bem estressada.
Publicador(a): Podemos começar justamente por aí. A primeira sessão poderia durar só dez minutos, e podemos fazer aqui, na biblioteca ou por videochamada.
Pessoa: Às sextas-feiras costumo vir estudar nesta biblioteca.
Publicador(a): O que acha de na próxima sexta vermos uma parte pequena? Você me diz o que achou e depois decide se quer continuar.
Pessoa: Tudo bem. Posso experimentar uma vez.
Publicador(a): Ótimo. E obrigada por me explicar com tanta sinceridade no que você acredita.
CULTIVANDO O INTERESSE
Duração: 4 minutos
Local: Testemunho informal, na área de espera de uma escola de natação
Objetivo: Oferecer um estudo bíblico para uma pessoa que anteriormente aceitou um folheto
Lição: Empatia
Texto bíblico: João 5:28, 29
Folheto: Será Que os Mortos Podem Voltar a Viver?
Lição sugerida: “As pessoas que você ama podem voltar a viver!”, do curso Seja Feliz para Sempre!
Situação: Enquanto esperavam as aulas de natação dos filhos terminarem, uma mulher falou sobre a morte do irmão e aceitou um folheto sobre a ressurreição. Uma semana depois, elas se encontram de novo no mesmo lugar.
Publicador(a): Oi, Ana. Que bom ver você de novo. Como você está?
Pessoa: Bem, aqui esperando outra vez. Parece que hoje estão atrasados.
Publicador(a): É, ainda não abriram a porta. Na semana passada você me contou que neste domingo seria o aniversário do seu irmão. Lembrei de você. Como foi?
Pessoa: Foi um dia difícil. Nós nos reunimos para comer e todo mundo tentou ficar alegre, mas dava para perceber que faltava alguém.
Publicador(a): Imagino. Em datas assim, até as boas lembranças podem doer.
Pessoa: Exatamente. Minha mãe ficou especialmente triste. Quando voltei para casa, li o folheto que você me deu.
Publicador(a): Obrigada por me contar. Teve alguma ideia que chamou sua atenção?
Pessoa: A promessa de que os mortos vão voltar a viver. Eu quero acreditar nisso, mas também tenho medo de me apegar a uma esperança que talvez não seja real.
Publicador(a): Eu entendo. Quando perdemos alguém, uma promessa bonita não é suficiente. Precisamos de motivos sólidos para confiar nela. O que foi mais difícil para você acreditar?
Pessoa: Que milhões de pessoas possam voltar. Não entendo como isso seria possível.
Publicador(a): É uma pergunta muito lógica. O folheto cita umas palavras de Jesus que mostram o alcance dessa promessa. Em João 5:28, 29, ele disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a voz dele e sairão.” Que detalhe chama mais sua atenção?
Pessoa: Que diz “todos”. Se isso for verdade, significa que meu irmão também poderia voltar.
Publicador(a): Sim. A Bíblia não fala só de algumas pessoas. Mas é natural você querer saber por que podemos confiar nessa promessa e como seria essa vida.
Pessoa: É justamente o que eu me pergunto. Onde eles viveriam? Seriam as mesmas pessoas?
Publicador(a): Existe uma lição do curso da Bíblia chamada “As pessoas que você ama podem voltar a viver!”. Ela analisa essas perguntas e vários relatos em que Jesus ressuscitou pessoas. Você gostaria de ver essa lição comigo?
Pessoa: Não sei. Ainda é difícil falar do meu irmão sem me emocionar.
Publicador(a): Claro, e não precisaríamos analisar nada que deixasse você desconfortável. Podemos avançar no seu ritmo. Estudar a Bíblia não apagaria a dor nem substituiria seu irmão, mas poderia ajudar você a entender o que aconteceu com ele e que esperança existe para ele.
Pessoa: Minha mãe também fica perguntando onde ele está agora. Cada parente diz uma coisa diferente, e isso deixa ela ainda mais confusa.
Publicador(a): Então entender claramente o que a Bíblia diz poderia dar tranquilidade a vocês agora. E, pensando no futuro, a esperança de vê-lo de novo pode ajudar vocês a lidar com a ausência dele.
Pessoa: Talvez. Mas eu não quero me comprometer com um curso longo.
Publicador(a): Não precisa. Podemos experimentar apenas uma parte dessa lição durante os quinze minutos em que esperamos aqui. Você pode fazer todas as perguntas que quiser e depois decidir se deseja continuar.
Pessoa: Assim seria mais fácil. A aula do meu filho é toda terça-feira.
Publicador(a): Que tal na próxima terça eu trazer a lição e vermos só a primeira pergunta?
Pessoa: Sim, mas, se naquele dia eu não estiver com disposição, prefiro deixar para outra semana.
Publicador(a): Claro. O mais importante é respeitar como você se sente. Na segunda eu mando uma mensagem e você me diz se está bem para você.
Pessoa: Tudo bem. Obrigada por lembrar do que eu contei.
Publicador(a): Eu que agradeço por confiar em mim para contar algo tão pessoal.
FAZENDO DISCÍPULOS — O QUE VOCÊ DIRIA?
Duração: 6 minutos
Local: Auditório
Objetivo: Ensaio mental de uma conversa de casa em casa
Lição: Naturalidade: Seja adaptável
Situação: A pessoa está preocupada com o aumento do custo de vida
Texto bíblico: Mateus 6:31, 32
Publicador(a):
Imagine que estou pregando de casa em casa. Antes de bater numa porta, preparei uma apresentação sobre como melhorar a vida familiar. Mas, depois de cumprimentar a pessoa, ela me diz que naquele momento o que realmente preocupa é o aumento do custo de vida.
O que eu deveria fazer?
O ponto 5 da lição 2 da brochura Ame as Pessoas — Faça Discípulos me lembra que preciso ser adaptável. Uma conversa pode tomar um rumo inesperado. Em vez de insistir na ideia que eu tinha preparado, devo adaptar a mensagem ao que realmente preocupa a pessoa.
Por isso, eu não continuaria falando sobre família como se não tivesse ouvido o que ela acabou de dizer. Também não me apressaria em mostrar um texto bíblico. Primeiro tentaria entender melhor a situação dela.
Eu poderia dizer: “É verdade que os preços subiram muito. Está cada vez mais difícil cobrir as mesmas necessidades com a mesma renda. O que você tem sentido mais?”
Talvez a pessoa explique que mora sozinha com os filhos, que o salário não aumentou e que toda semana precisa abrir mão de mais produtos quando faz as compras.
Como eu poderia mostrar que entendo a preocupação dela?
Eu não deveria dizer: “Sei exatamente como você se sente”, porque minha situação financeira poderia ser bem diferente. Seria mais atencioso reconhecer isso. Eu poderia responder: “Minha situação não é igual à sua, então não posso saber exatamente o que você está passando. Mas sustentar uma família com os preços de hoje deve causar muita pressão.”
Eu também poderia elogiá-la pelo esforço: “O fato de você se preocupar tanto em cuidar das necessidades dos seus filhos mostra que é uma mãe responsável. Você está fazendo tudo o que pode numa situação que não depende totalmente de você.”
Essas palavras não resolvem o problema, mas mostram que eu a escutei e que não considero a preocupação dela algo sem importância.
Eu também evitaria respostas que, embora bem-intencionadas, poderiam parecer pouco empáticas. Por exemplo, eu não diria que “dinheiro não traz felicidade” nem que ela “não deveria se preocupar tanto”. Se ela está tendo dificuldade para comprar comida ou pagar o aluguel, essas expressões poderiam fazer parecer que estou minimizando um problema sério.
Depois de escutá-la, que texto eu poderia mostrar?
Uma boa possibilidade seria Mateus 6:31, 32. Eu poderia introduzir assim: “O que você me contou me lembra umas palavras de Jesus. Ele sabia que as pessoas podiam ficar ansiosas por necessidades básicas como comida e roupa. Preste atenção especialmente na última frase.”
Então eu leria: “Nunca fiquem ansiosos, dizendo: ‘O que vamos comer?’, ou: ‘O que vamos beber?’, ou: ‘O que vamos vestir?’ […]. Seu Pai celestial sabe que vocês necessitam de todas essas coisas.”
Depois eu poderia perguntar: “Como você se sente ao saber que Deus conhece as necessidades específicas da sua família?”
Talvez a pessoa responda que saber disso não faz os preços baixarem nem as contas desaparecerem. Se ela disser isso, ela tem razão. Eu não tentaria corrigi-la. Poderia responder: “É verdade. Seria insensível dizer que ler um texto vai pagar suas contas. Essas palavras também não prometem que as dificuldades financeiras vão desaparecer imediatamente. O que elas mostram é que Deus não é indiferente e que suas necessidades não passam despercebidas para ele.”
Talvez então ela me pergunte: “Se Deus sabe o que estamos passando, por que ele permite que existam pessoas que não conseguem comprar o necessário?”
A conversa teria tomado um novo rumo. Em vez de voltar à minha apresentação original, eu tentaria responder essa pergunta. Poderia explicar que a Bíblia mostra que Deus não causou este sistema injusto e que ele estabeleceu um governo que vai acabar com as dificuldades econômicas e garantir que todos tenham o necessário.
Se a pessoa achasse que essa promessa parece muito distante, eu reconheceria novamente o ponto de vista dela. Poderia dizer: “Entendo por que você vê assim. Uma promessa sobre o futuro não elimina as dificuldades que você tem esta semana. Mas saber o que Deus vai fazer pode nos dar esperança e nos ajudar a não pensar que essa situação vai durar para sempre.”
Por fim, eu poderia me oferecer para voltar e analisar somente essa questão. Talvez dissesse: “Existe uma lição curta que explica o que o Reino de Deus vai fazer para resolver problemas como esse. Se você quiser, outro dia podemos analisar apenas uma ideia e você decide se acha útil.”
Esse ensaio mental me ajuda a me preparar para uma situação que pode surgir no ministério. A chave não é decorar cada palavra, mas lembrar do princípio: primeiro escutar e depois adaptar a mensagem.
Se a pessoa está preocupada com o aumento do custo de vida, devo reconhecer a seriedade do problema, evitar respostas que minimizem as dificuldades dela e usar um texto diretamente relacionado ao que ela sente. Assim, a conversa vai parecer natural e a pessoa perceberá que estou interessada nela, e não simplesmente em terminar a apresentação que eu tinha preparado.
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