Capítulo 11: “Apresente-se diante de Faraó”
1. Embora não se saiba o nome do Faraó daquela época e não tenham sido encontrados registros egípcios sobre o êxodo, que motivos temos para acreditar nesse relato bíblico? (g04 8/4 7-9).
Comentário 1: O fato de Faraó não ter nome não prova que o relato seja fictício. Os escribas egípcios também não costumavam mencionar pelo nome os inimigos do monarca. Além disso, assim o relato concentra a atenção em Jeová, não em Faraó.
Comentário 2: A falta de registros egípcios sobre o êxodo também não surpreende. Os governos nem sempre preservavam acontecimentos que feriam seu orgulho ou iam contra seus interesses políticos.
Comentário 3: Há um exemplo claro de manipulação da história egípcia: Tutmés III tentou apagar a memória de Hatshepsut. Portanto, o fato de não ter sido encontrado um registro não é motivo para rejeitar um fato bíblico.
2. Por que as pessoas tinham medo de Faraó? (w14 15/4 8 § 1).
Comentário 1: Faraó era o governante mais poderoso do Egito. Seus súditos o consideravam um deus, alguém superior aos demais em sabedoria e força. Isso causava enorme temor.
Comentário 2: Até sua coroa transmitia intimidação: ela tinha a figura de uma cobra pronta para atacar. Era um aviso de que os inimigos do rei seriam rapidamente aniquilados.
Comentário 3: Por isso, a designação de Moisés não era simples. Jeová lhe ordenou que se apresentasse diante de um homem que todo um povo considerava poderoso e intocável.
3. Como as 10 pragas humilharam os deuses do Egito? (it “Deuses e deusas” §§ 24-26).
Comentário 1: As pragas foram julgamentos de Jeová contra os deuses do Egito. A primeira desonrou o deus-Nilo Hapi, e a morte dos peixes atingiu a veneração dada a certas classes de peixes.
Comentário 2: A praga das rãs humilhou Heqet, a deusa-rã relacionada com a fertilidade e a ressurreição. O que os egípcios consideravam sagrado se transformou numa praga insuportável.
Comentário 3: Quando os sacerdotes-magos não conseguiram produzir borrachudos, tiveram de reconhecer sua derrota. Nem Tot, a quem atribuíam a magia, pôde ajudá-los a imitar aquela praga.
4. Como sabemos que o caminho que Jeová abriu no mar Vermelho era largo, e quantos israelitas talvez tenham atravessado por ali? (it “Êxodo” §§ 46-51).
Comentário 1: Israel atravessou o mar numa única noite. Por isso, não parece que Jeová tenha aberto um canal estreito, mas uma passagem suficientemente larga para um grupo tão grande com carros, bagagem e animais.
Comentário 2: Mesmo avançando em formação compacta, o grupo teria ocupado uma área de cerca de 8 quilômetros quadrados. Isso indica que eles puderam atravessar numa formação bastante larga.
Comentário 3: A abertura talvez tivesse um quilômetro ou mais de largura. Se a formação tivesse 1,5 quilômetro de largura, a coluna teria cerca de 5 quilômetros de comprimento.
Como o exemplo de Moisés pode nos encorajar quando sentimos que não somos capazes de cumprir uma designação de Jeová? (Êx. 4:10; 7:6, 7).
Êxodo 4:10 — Moisés disse então a Jeová: “Perdão, Jeová, mas nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem depois que falaste ao teu servo, pois sou vagaroso de fala e vagaroso de língua.”
Comentário 1: Moisés disse com sinceridade que não se sentia capaz de falar. Portanto, não devemos concluir que não servimos para uma designação só porque no início nos sentimos inseguros.
Comentário 2: Jeová não rejeitou Moisés por causa de suas limitações. Ele o corrigiu, fortaleceu sua fé e lhe deu ajuda. Podemos confiar que Jeová também pode nos dar o necessário para cumprir uma designação.
Êxodo 7:6-7 — Moisés e Arão fizeram o que Jeová lhes havia ordenado; fizeram exatamente assim. Moisés tinha 80 anos de idade e Arão tinha 83 anos de idade quando falaram a Faraó.
Comentário 3: Moisés e Arão fizeram exatamente o que Jeová lhes ordenou. O exemplo deles ensina que a coragem não exige que nos sintamos totalmente preparados; exige que obedeçamos a Jeová.
Assim como Arão ajudou Moisés a cumprir sua designação com coragem, como podemos ajudar nossos irmãos? (Êx. 4:14-16).
Êxodo 4:14-16 — Então a ira de Jeová se acendeu contra Moisés, e ele disse: “O que você me diz do seu irmão Arão, o levita? Sei que ele fala muito bem. E ele está vindo agora ao seu encontro. Ao ver você, o coração dele se alegrará. Portanto, fale com ele e ponha-lhe as palavras na boca; e, quando vocês falarem, eu estarei com vocês e lhes ensinarei o que devem fazer. Ele falará por você ao povo; ele será seu porta-voz, e você lhe servirá de Deus.
Comentário 1: Arão tinha facilidade para falar e ficou feliz de encontrar Moisés. Podemos imitar esse espírito, alegrando-nos de apoiar um irmão que recebe uma designação difícil.
Comentário 2: Jeová não deixou que Moisés enfrentasse sozinho sua comissão. Deu-lhe um ajudante. Nós podemos oferecer ajuda prática quando vemos que alguém precisa de encorajamento ou apoio.
Comentário 3: Podemos ajudar outros a adquirir habilidade e confiança no ministério. Por exemplo, uma sugestão bondosa e específica pode fortalecer alguém que ainda se sente inseguro.
De que maneiras você pode imitar a coragem que Moisés demonstrou nesse relato?
Comentário 1: Podemos imitar Moisés falando com respeito e coragem sobre Jeová, mesmo que a pessoa pareça difícil de abordar ou tenha uma posição de autoridade.
Comentário 2: Moisés voltou a se apresentar diante de Faraó vez após vez. Nós demonstramos coragem quando não desistimos ao enfrentar oposição ou situações que nos intimidam.
Comentário 3: Moisés aceitou a comissão apesar de suas dúvidas. Imitamos sua coragem quando obedecemos a uma orientação de Jeová, mesmo que não confiemos muito em nossas próprias capacidades.
O que esse relato me ensina sobre Jeová?
Comentário 1: Jeová percebe as boas mudanças que seus servos fazem. Ele viu que Moisés tinha se tornado humilde durante os anos que passou cuidando de rebanhos em Midiã.
Comentário 2: Jeová pode se tornar o que decidir ser para cumprir seu propósito. Nesse caso, ele se tornou Salvador para libertar seu povo que estava sofrendo.
Comentário 3: Jeová é paciente e fortalece seus servos. Embora Moisés tivesse dúvidas, Jeová lhe deu provas de apoio, milagres e a ajuda de Arão.
Como esse relato se relaciona com o propósito de Jeová e com o tema principal da Bíblia?
Comentário 1: Esse relato mostra que Jeová cumpre seu propósito de libertar seu povo. Ele tirou Israel da escravidão e o encaminhou para se tornar uma nação poderosa.
Comentário 2: Jeová fez com que seu nome tivesse um significado especial para Moisés. Demonstrou que pode fazer o que for necessário para realizar seu propósito e salvar seus servos.
Comentário 3: A libertação de Israel deixou claro que Jeová é superior aos deuses falsos e aos governantes humanos. Seu poder foi demonstrado diante do Egito e de Israel.
Quando Moisés for ressuscitado, o que eu gostaria de perguntar a ele sobre essa fase de sua vida?
Comentário 1: Poderíamos perguntar-lhe como se sentiu ao perceber que Jeová o tinha escolhido para voltar ao Egito depois de 40 anos em Midiã.
Comentário 2: Também seria interessante perguntar-lhe o que o ajudou a continuar se apresentando diante de Faraó, apesar de ele ficar furioso e ameaçar matá-lo.
Comentário 3: Talvez quiséssemos saber como foi para ele ver que Jeová protegia os israelitas enquanto as pragas atingiam o Egito.
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