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Tesouros da Palavra de Deus para a semana de 29 de março a 4 de abril de 2027

Tesouros da Palavra de Deus para a semana de 29 de março a 4 de abril de 2027

Tema: Jeová sempre é justo

Quando alguém nos julga sem nos ouvir ou só se lembra dos nossos erros, sentimos como a injustiça pode ser dolorosa. Por isso, é consolador saber que Jeová nunca age assim. A justiça dele não é fria nem está separada do seu amor. Ezequiel 33 nos ajuda a entender isso: Jeová avisa antes de agir, examina cada pessoa individualmente e leva em conta como ela reage aos seus avisos. Essas maneiras de agir nos dão confiança e nos ensinam a tratar melhor os outros.

Um aviso dado no momento certo pode permitir que alguém evite um perigo. Mas, para que seja útil, a pessoa precisa recebê-lo e decidir como vai reagir. Jeová não deixou os israelitas sem saber o que aconteceria se persistissem no seu mau caminho. Ele lhes transmitiu avisos por meio de profetas que serviam como vigias. Não se tratava simplesmente de anunciar uma sentença, mas de avisá-los para que pudessem mudar de rumo. Vamos considerar a designação que Ezequiel recebeu. Vamos ler Ezequiel 33:7.

Ezequiel 33:7 — “Quanto a você, filho do homem, eu o designei como vigia para a casa de Israel. Quando você ouvir uma palavra da minha boca, deve transmitir-lhes o meu aviso.

Ezequiel devia transmitir o que Jeová lhe comunicasse, não as suas próprias opiniões. E esses avisos não chegaram quando já era tarde demais. Ele começou a profetizar cerca de seis anos antes de o exército babilônico destruir Jerusalém. Além disso, ele não tinha sido o primeiro a avisar o povo. Mais de cem anos antes daquela destruição, Jeová já tinha começado a enviar profetas para cumprir essa função. Quanta paciência ele mostrou! Os israelitas tiveram repetidas oportunidades de ouvir, refletir sobre sua conduta e fazer as mudanças necessárias.

Portanto, as vidas que foram perdidas não podiam ser atribuídas à falta de avisos da parte de Jeová ou de seus vigias. Sua maneira de agir tinha sido justa e amorosa. Como reagimos quando recebemos um aviso baseado na Bíblia? Em vez de encará-lo como uma coisa incômoda, podemos reconhecê-lo como uma oportunidade de corrigir o rumo. É bom nos perguntar se estamos ouvindo com disposição de mudar. Mas, embora os avisos fossem dirigidos ao povo, será que Jeová julgava todos os seus integrantes da mesma maneira?

Quando muitas pessoas se comportam mal, pode ser fácil pensar que todas as pessoas ao redor delas são iguais. Jeová não cometeu esse erro com os israelitas. Embora muitos tenham rejeitado a mensagem de Ezequiel, ele não considerou o povo inteiro como um grupo de rebeldes sem diferenças entre si. Ele queria ver como cada um reagia. Isso nos dá a certeza de que o julgamento dele não depende de uma impressão geral sobre um grupo. No versículo seguinte, vemos que ele distingue as responsabilidades pessoais. Vamos ler Ezequiel 33:8.

Ezequiel 33:8 — Se eu disser àquele que é mau: ‘Você certamente morrerá!’ mas você não disser nada a fim de avisá-lo para que mude de proceder, ele morrerá como alguém mau por causa do seu próprio erro, mas o sangue dele exigirei de você.

Note que Jeová fala de alguém mau, de uma pessoa que precisava mudar de rumo. Essa pessoa responderia pelo seu próprio erro. Ao mesmo tempo, Ezequiel tinha a responsabilidade de avisá-la e teria de prestar contas por cumprir ou não sua designação. Jeová distinguia o que cabia a cada um fazer. Ele não confundia a responsabilidade do mensageiro com a da pessoa que recebia a mensagem. Assim, esse versículo nos ajuda a ver que a justiça dele é precisa: leva em conta a conduta individual e não trata as pessoas como se fossem intercambiáveis.

O que aconteceu em Jerusalém confirma essa imparcialidade. Entre os sobreviventes estavam os recabitas, Ebede-Meleque, o etíope, Jeremias e Baruque. Antes da destruição, eles tinham mostrado que rejeitavam a maldade e se apegavam à adoração pura. Jeová não os ignorou por viverem entre pessoas desobedientes. Isso também orienta nossa pregação: a origem, a aparência, a posição social ou o passado de alguém não nos dizem como ele reagirá à mensagem. Cada pessoa merece nossa atenção. E essa atenção individual nos leva a outra pergunta: o que acontece quando alguém muda de conduta?

A justiça de Jeová evita dois extremos. Ela não permite que as boas ações do passado sirvam de desculpa para fazer agora o que é errado. Mas também não condena para sempre uma pessoa por erros dos quais ela se arrependeu. O que importa é como ela reage aos avisos e que caminho segue. Vamos ouvir as duas situações que Jeová apresenta em Ezequiel 33:13-16.

Ezequiel 33:13-16 — Se eu disser a um justo: “Você certamente continuará vivo”, e ele confiar na sua justiça e fizer o que é errado, nenhum dos seus atos justos será lembrado; ele morrerá por causa do que fez de errado. “‘E, se eu disser àquele que é mau: “Você certamente morrerá”, e ele abandonar o seu pecado, fizer o que é justo e certo, restituir o que tomou como garantia de um empréstimo, devolver o que roubou e andar nos decretos que dão vida, não fazendo o que é errado, ele certamente continuará vivo. Não morrerá. Ele não terá de responder por nenhum dos pecados que cometeu. Por ter feito o que é justo e certo, ele certamente continuará vivo.’

A primeira situação contém um aviso para aqueles de nós que há bastante tempo se esforçam para obedecer a Jeová. Ter feito coisas boas não nos dá permissão para agir mal. Anos de serviço fiel não são uma reserva que compense uma conduta errada que agora nos recusamos a abandonar. Por exemplo, não seria razoável justificar uma prática desonesta pensando que participamos bastante na pregação. Jeová nos incentiva a continuar humildes e obedientes. A questão não é apenas o que fizemos antes, mas como estamos agindo agora.

A segunda situação oferece uma esperança muito consoladora. Uma pessoa que fez o que é errado pode abandonar seu pecado e fazer o que é justo. O trecho menciona ações concretas, como devolver o que foi roubado. Portanto, não fala de um arrependimento que fica apenas em palavras, mas de uma mudança demonstrada por ações. Quando alguém se arrepende de verdade, Jeová não continua jogando na cara dela os pecados que abandonou. Sua justiça não impede o perdão; ela reconhece a mudança e permite que a pessoa siga em frente.

Antes de terminar, vamos nos perguntar: o que aprendo do exemplo de Jeová? Talvez eu precise ouvir melhor os avisos dele, aproximar-me sem preconceitos de alguém no ministério ou parar de lembrar constantemente os erros de uma pessoa arrependida. Também pode ser que eu precise aceitar que Jeová está disposto a me perdoar. Se minhas ações demonstram arrependimento sincero, não devo concluir que meus pecados são grandes demais para o perdão dele. Essas lições se complementam: elas nos ajudam a levar a sério nossa conduta sem perder a confiança no amor de Jeová.

Jeová sempre é justo. Ele demonstra isso por avisar com antecedência, julgar cada pessoa individualmente e distinguir entre quem persiste no mal e quem se arrepende. Podemos confiar plenamente nele. Que essa confiança nos motive a ouvir seus avisos, continuar humildes e não ter preconceitos contra outros. E, se estivermos lutando com sentimentos de culpa apesar de termos nos arrependido, lembremos que Jeová não é um Deus de vingança, mas um Deus de amor.

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