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Estudo Bíblico de Congregação para a semana de 15 a 21 de fevereiro de 2027

Estudo Bíblico de Congregação para a semana de 15 a 21 de fevereiro de 2027

Capítulo 26: Teve coragem de corrigir o rei

De que maneiras Natã demonstrou coragem?

Comentário 1: Natã demonstrou coragem ao se apresentar diante de Davi para expor os pecados dele. Ele não ia falar com qualquer pessoa, mas com um rei que acabara de providenciar a morte de Urias para esconder o que tinha feito. Mesmo assim, Natã obedeceu a Jeová. Seu exemplo nos lembra que ser corajoso não depende de a situação ser fácil, mas de estarmos dispostos a fazer o que é certo, mesmo quando isso é muito difícil.

Comentário 2: Ele também foi corajoso porque não permitiu que sua amizade com Davi o impedisse de corrigi-lo. Ele amava e respeitava Davi, mas precisava ajudá-lo a reconhecer a gravidade do que tinha feito. Não se limitou a contar uma comparação agradável de ouvir; depois explicou claramente como ela se aplicava a Davi. Assim, mostrou que o verdadeiro carinho não consiste em ignorar um pecado grave, mas em buscar o bem espiritual do amigo.

Comentário 3: Natã teve de transmitir uma mensagem muito dolorosa: Davi e sua família sofreriam graves calamidades. Ele não suavizou a mensagem de Jeová para evitar uma conversa desconfortável. Mas também não foi insensível. Quando Davi se arrependeu, Natã lhe disse que Jeová o havia perdoado. Isso me parece um bom equilíbrio: Natã foi firme ao explicar o pecado e também esteve disposto a transmitir a misericórdia de Jeová.

1. Embora Natã tenha sido um escritor da Bíblia, não sabemos nada sobre sua origem nem sobre sua vida pessoal. O que isso nos diz sobre ele?

Comentário 1: Isso indica que Natã não buscava fama nem prestígio. Embora tivesse uma participação importante nos acontecimentos do reinado de Davi, não destacou sua origem nem sua vida pessoal. O material explica que talvez ele mesmo tenha escrito grande parte do que sabemos sobre seu serviço. No entanto, não aproveitou essa oportunidade para se tornar o centro do relato. Sua discrição nos permite apreciar sua humildade.

Comentário 2: Acho interessante o contraste entre a importância do seu trabalho e o pouco que sabemos sobre sua vida particular. Geralmente se acredita que Natã e Gade escreveram parte de Primeiro de Samuel e todo Segundo de Samuel. Também se atribui a Natã um relato sobre os assuntos de Salomão. Ele prestou um serviço muito valioso, mas o que foi registrado destaca os fatos e sua relação com Jeová, não o prestígio pessoal do escritor.

Comentário 3: Seu exemplo me incentiva a servir sem precisar que os outros saibam tudo o que faço. Não conhecemos muitos detalhes pessoais sobre Natã, mas conhecemos sua lealdade e coragem. Isso é o que realmente importa. Podemos nos perguntar se ficamos felizes de contribuir para uma tarefa mesmo que nosso nome não receba atenção especial. A atitude de Natã nos ajuda a valorizar mais o serviço do que o reconhecimento.

2. Como era possível que Urias estivesse no exército de Davi se ele era hitita?

Comentário 1: Urias podia servir no exército de Davi porque nem todos os seus integrantes eram israelitas. Davi aceitava estrangeiros porque tinha certeza de que seriam leais a ele e, acima de tudo, a Jeová. Portanto, o fato de Urias ser hitita não contradiz que ele fosse um de seus soldados leais. Para entender sua presença no exército, não importa apenas sua origem, mas a fidelidade que Davi esperava daqueles que o acompanhavam.

1 Crônicas 11:39,41,46 — Zeleque, o amonita; Naarai, o berotita, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia; Urias, o hitita; Zabade, filho de Alai; Eliel, o maavita; Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; Itma, o moabita;

Comentário 2: Essa lista de Primeiro das Crônicas mostra que Urias não era um caso isolado. Também aparecem Zeleque, que era amonita, e Itma, que era moabita. Assim, a presença de homens de outros povos no exército de Davi está expressamente documentada na Bíblia. Esse detalhe nos ajuda a ler o relato sem presumir que todos os soldados tivessem a mesma origem. Entre eles havia estrangeiros que apoiavam o rei escolhido por Jeová.

Comentário 3: O caso dos queretitas e dos peletitas ajuda a entender por que Davi confiava em soldados estrangeiros. Quando muitos israelitas seguiram o rebelde Seba, eles permaneceram ao lado de Davi. Mais tarde, também apoiaram que Salomão se tornasse rei. Sua lealdade não ficou apenas nas palavras: eles a demonstraram em momentos difíceis. Portanto, a origem estrangeira não impedia alguém de ser um defensor fiel do rei escolhido por Jeová.

Comentário 4: Itai, o geteu, é outro exemplo muito expressivo. Quando Davi fugia de Absalão, deu a Itai a oportunidade de voltar porque ele era estrangeiro e havia chegado havia pouco tempo. No entanto, Itai decidiu continuar com ele, mesmo que isso significasse morrer. O artigo explica que esses estrangeiros reconheciam Jeová como o Deus verdadeiro e respeitavam seu ungido. Isso esclarece que tipo de lealdade podia uni-los a Davi, além da nacionalidade.

3. Natã profetizou que Davi e sua família sofreriam calamidades. Como essa profecia se cumpriu?

Comentário 1: A primeira calamidade foi a morte do filho que Davi teve com Bate-Seba. Embora Davi tenha jejuado e implorado pela criança enquanto ela estava doente, o menino morreu. Assim começou a se cumprir o doloroso anúncio de Natã. Davi havia recebido o perdão de Jeová, mas isso não eliminou todas as consequências de seu pecado.

Comentário 2: Depois ocorreram acontecimentos terríveis dentro da família. Amnom violentou sua meia-irmã Tamar, e mais tarde Absalão mandou matá-lo. Esses acontecimentos causaram profundo sofrimento e mostram como a violência atingiu a casa de Davi. A profecia de Natã não se referia a uma dificuldade passageira. Durante anos, Davi teve de enfrentar tragédias familiares que ilustravam a gravidade das consequências anunciadas por Jeová.

Comentário 3: Outra parte do cumprimento foi a rebelião de Absalão. Ele não apenas tentou tirar o trono de seu pai, mas também o desonrou publicamente ao ter relações com as concubinas dele. A situação terminou numa guerra em que um filho lutava contra o próprio pai. Assim, as calamidades não afetaram apenas a vida particular de Davi: a deslealdade e a violência dentro de sua família também atingiram a nação.

2 Samuel 18:33 — O rei ficou abalado e subiu ao quarto de terraço, que ficava em cima do portão. Ele chorava enquanto caminhava, dizendo: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera ter morrido em seu lugar, Absalão, meu filho, meu filho!”

Comentário 4: A reação de Davi à morte de Absalão mostra quanto ele sofreu. Embora seu filho tivesse se rebelado contra ele, Davi não desejava sua morte e ficou profundamente abalado ao receber a notícia. Esse relato nos ajuda a ver as calamidades anunciadas por Natã como algo mais do que uma lista de acontecimentos. Foram tragédias reais que causaram intensa dor a um pai e marcaram por muito tempo a vida de sua família.

4. Como Natã demonstrou coragem durante os últimos anos do reinado de Davi? A

1 Reis 1:5-53 — Nesse meio-tempo, Adonias, filho de Hagite, se enaltecia, dizendo: “Eu serei o rei!” Ele providenciou para si um carro real e cavaleiros, bem como 50 homens para correrem à frente dele. Mas seu pai nunca o tinha confrontado, dizendo: “Por que você faz isso?” Ele também era muito bonito, e tinha nascido depois de Absalão. Adonias conversou com Joabe, filho de Zeruia, e com Abiatar, o sacerdote, e eles lhe ofereceram ajuda e apoio. Mas Zadoque, o sacerdote, Benaia, filho de Jeoiada, Natã, o profeta, Simei, Reí e os guerreiros valentes de Davi não apoiaram Adonias. Por fim, Adonias ofereceu sacrifícios de ovelhas, de bois e de bezerros gordos, junto à pedra de Zoelete, que fica perto de En-Rogel. Ele convidou todos os seus irmãos, os filhos do rei, e todos os homens de Judá, os servos do rei. Mas não convidou Natã, o profeta, nem Benaia e os guerreiros valentes, nem Salomão, seu irmão. Natã disse então a Bate-Seba, mãe de Salomão: “Você não ouviu dizer que Adonias, filho de Hagite, se tornou rei? E o nosso senhor Davi não está sabendo de nada disso. Portanto, escute-me agora, por favor; vou lhe dar um conselho, para que você possa salvar a sua vida e a vida do seu filho Salomão. Vá ao rei Davi, e diga-lhe: ‘Não foi o meu senhor, o rei, que jurou à sua serva: “Seu filho Salomão se tornará rei depois de mim, e é ele quem se sentará no meu trono”? Então, por que Adonias se tornou rei?’ Enquanto você ainda estiver falando com o rei, eu entrarei e confirmarei as suas palavras.” Assim, Bate-Seba entrou no quarto do rei. O rei estava muito idoso, e Abisague, a sunamita, servia o rei. Bate-Seba se curvou e se prostrou diante do rei. O rei perguntou: “Qual é o seu pedido?” Ela respondeu: “Foi o meu senhor que jurou à sua serva por Jeová, seu Deus: ‘Seu filho Salomão se tornará rei depois de mim, e é ele quem se sentará no meu trono.’ Mas agora Adonias tornou-se rei, e o meu senhor, o rei, não está sabendo de nada disso. Ele sacrificou touros, bezerros gordos e ovelhas, em grande quantidade, e convidou todos os filhos do rei, bem como Abiatar, o sacerdote, e Joabe, chefe do exército; mas não convidou Salomão, seu servo. E agora, meu senhor, o rei, os olhos de todo o Israel estão voltados para o senhor, para que lhes diga quem se sentará no seu trono, como sucessor do meu senhor, o rei. Se não fizer isso, assim que o meu senhor, o rei, descansar com os seus antepassados, eu e meu filho Salomão seremos considerados traidores.” Enquanto ela ainda estava falando com o rei, chegou Natã, o profeta. Imediatamente informaram ao rei: “O profeta Natã está aqui!” Ele entrou perante o rei e prostrou-se diante do rei com o rosto por terra. Natã perguntou: “Meu senhor, o rei, por acaso o senhor disse: ‘Adonias se tornará rei depois de mim, e é ele quem se sentará no meu trono’? Pois hoje ele foi sacrificar touros, bezerros gordos e ovelhas, em grande quantidade, e convidou todos os filhos do rei, os chefes do exército e Abiatar, o sacerdote. Eles estão lá comendo e bebendo com ele, e estão dizendo: ‘Viva o rei Adonias!’ Mas ele não convidou a mim, seu servo, nem a Zadoque, o sacerdote, nem a Benaia, filho de Jeoiada, nem a Salomão, seu servo. Por acaso o meu senhor, o rei, autorizou isso sem dizer ao seu servo quem deve se sentar no seu trono como sucessor do meu senhor, o rei?” Em vista disso, o rei Davi disse: “Chamem Bate-Seba.” Então ela entrou e ficou de pé diante do rei. E o rei fez o seguinte juramento: “Tão certo como vive Jeová, aquele que me livrou de toda aflição, assim como lhe jurei por Jeová, o Deus de Israel, dizendo: ‘Seu filho Salomão se tornará rei depois de mim, e é ele quem se sentará no meu trono em meu lugar!’, assim farei neste dia.” Então Bate-Seba se curvou e se prostrou com o rosto por terra diante do rei, e disse: “Que o meu senhor, o rei Davi, viva para sempre!” O rei Davi disse imediatamente: “Chamem Zadoque, o sacerdote, Natã, o profeta, e Benaia, filho de Jeoiada.” Então eles entraram perante o rei. O rei disse-lhes: “Levem com vocês os servos do seu senhor, e façam meu filho Salomão montar na minha mula e conduzam-no para baixo, a Giom. Lá, Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, o ungirão rei sobre Israel. Depois toquem a buzina e digam: ‘Viva o rei Salomão!’ Então voltem atrás dele, e ele virá e se sentará no meu trono. Ele será rei no meu lugar, e eu o designarei como líder de Israel e de Judá.” Em vista disso, Benaia, filho de Jeoiada, disse imediatamente ao rei: “Amém! Que Jeová, o Deus do meu senhor, o rei, confirme isso. Assim como Jeová esteve com o meu senhor, o rei, esteja também com Salomão, e que Ele faça o trono de Salomão maior do que o trono do meu senhor, o rei Davi.” Então Zadoque, o sacerdote, Natã, o profeta, Benaia, filho de Jeoiada, e os queretitas e os peletitas foram e fizeram Salomão montar na mula que pertencia ao rei Davi, e o conduziram a Giom. E Zadoque, o sacerdote, trouxe da tenda o chifre com o óleo e ungiu Salomão; então começaram a tocar a buzina, e todo o povo começou a gritar: “Viva o rei Salomão!” Depois, todo o povo subiu atrás dele, tocando flautas e alegrando-se muito, de modo que a terra tremia com o barulho deles. Ao terminarem de comer, Adonias e todos os seus convidados ouviram o barulho. Assim que Joabe ouviu o som da buzina, disse: “O que significa essa agitação na cidade?” Enquanto ainda falava, chegou Jonatã, filho de Abiatar, o sacerdote. Adonias disse então: “Entre, pois você é um homem bom e deve trazer boas notícias.” Mas Jonatã disse a Adonias: “Pelo contrário. Nosso senhor, o rei Davi, fez Salomão rei. O rei enviou Zadoque, o sacerdote, Natã, o profeta, Benaia, filho de Jeoiada, bem como os queretitas e os peletitas para acompanhar Salomão, e fizeram-no montar na mula que pertence ao rei. Então Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, o ungiram rei em Giom. Depois eles subiram de lá, alegrando-se, e a cidade está agitada. Esse foi o barulho que vocês ouviram. Além disso, Salomão sentou-se no trono real. Outra coisa, os servos do rei foram parabenizar o nosso senhor, o rei Davi, dizendo: ‘Que o seu Deus faça o nome de Salomão mais glorioso do que o nome do senhor e faça o trono dele maior do que o trono do senhor!’ Então o rei se curvou sobre a cama. E o rei também disse: ‘Louvado seja Jeová, o Deus de Israel, que hoje providenciou alguém para se sentar no meu trono e permitiu que os meus próprios olhos vissem isso!’” E todos os convidados de Adonias ficaram apavorados; eles se levantaram e foram embora. Adonias também ficou com medo por causa de Salomão. Por isso se levantou e foi agarrar-se aos chifres do altar. Então informaram ao rei Salomão: “Adonias ficou com medo do rei Salomão e se agarrou aos chifres do altar, dizendo: ‘Que o rei Salomão primeiro me jure que não entregará seu servo à morte pela espada.’” Diante disso, Salomão disse: “Se ele se comportar de modo digno, nem sequer um fio de cabelo seu cairá ao chão; mas, se for achado nele o que é mau, terá de morrer.” Portanto, o rei Salomão mandou que o fizessem descer do altar. Ele entrou então e se curvou diante do rei Salomão, e Salomão lhe disse: “Vá para a sua casa.”

Comentário 1: Natã demonstrou coragem ao agir assim que soube que Adonias tentava se tornar rei. Ele sabia que Salomão deveria suceder a Davi e não apoiou uma iniciativa contrária a essa decisão. Adonias tinha o apoio de homens influentes, como Joabe e Abiatar. Mesmo assim, Natã não ficou de lado, esperando para ver quem venceria. Sua lealdade o motivou a intervir para que Davi soubesse o que estava acontecendo.

Comentário 2: Sua coragem foi acompanhada de tato e de uma atuação organizada. Primeiro, ele aconselhou Bate-Seba a lembrar Davi de seu juramento de fazer Salomão rei. Depois, ele mesmo entrou e confirmou a situação. Não tratou o rei idoso com falta de respeito nem presumiu que ele tivesse autorizado o que Adonias estava fazendo. Fez perguntas claras para que Davi entendesse a gravidade do assunto e pudesse agir.

Comentário 3: Natã não se limitou a apontar o problema. Quando Davi deu instruções para proclamar Salomão rei, ele participou, junto com outros servos leais, de colocá-las em prática. Assim, contribuiu para que a tentativa de Adonias fracassasse. Isso me ensina que coragem não significa apenas avisar que algo está errado. Também é preciso estar disposto a colaborar lealmente na solução, assim como Natã fez naquela situação delicada.

O que o exemplo de Natã nos ensina sobre como ajudar um amigo que cometeu um pecado grave?

Comentário 1: Isso nos ensina que o carinho não deve nos levar a minimizar um pecado grave. Natã era amigo de Davi, mas entendeu que ele precisava reconhecer o que havia feito. Se realmente amamos alguém, estaremos principalmente interessados em que essa pessoa recupere sua amizade com Jeová. Talvez falar sobre o assunto seja desconfortável, mas evitá-lo apenas para manter um relacionamento tranquilo não seria imitar a ajuda corajosa e leal que Natã deu a Davi.

Comentário 2: Também aprendemos a buscar o arrependimento, não a humilhação da pessoa. Natã escolheu uma comparação que ajudou Davi a reconhecer a injustiça antes de mostrar sua própria responsabilidade. Ele não escondeu a verdade, mas pensou em como tocar o coração de Davi. Ao ajudar um amigo, é bom nos perguntar se nossas palavras o ajudarão a entender sua situação ou se simplesmente expressarão o quanto estamos irritados com o que ele fez.

Comentário 3: O relato também nos lembra de deixar espaço para a esperança. Quando Davi reconheceu seu pecado e se arrependeu profundamente, Natã lhe transmitiu o perdão de Jeová. Ele não apresentou as consequências como se significassem que Davi não pudesse mais recuperar sua amizade com Deus. Ao ajudar um amigo, podemos destacar essa diferença: o pecado é muito sério, mas o arrependimento sincero permite buscar o perdão e voltar a fazer o que agrada a Jeová.

Se quisermos tocar o coração de alguém, como podemos imitar a maneira de Natã lidar com os assuntos? B

Comentário 1: Podemos nos preparar com oração em vez de falar impulsivamente. O capítulo destaca a importância de pensar bem em como ajudar, e a imagem B mostra uma mãe orando antes de conversar com a filha. Uma conversa delicada não deve se concentrar apenas em encontrar as palavras mais fortes. Precisamos pedir a ajuda de Jeová e pensar no bem da pessoa, para falar com uma atitude que facilite que ela nos escute.

Comentário 2: Natã levou em conta o que poderia tocar o coração de Davi. Como havia sido pastor e odiava a injustiça, a história da ovelhinha permitiu que ele visse claramente a crueldade do homem rico. Podemos imitar esse tato usando explicações simples que a pessoa entenda e que se relacionem com sua experiência. Não se trata de procurar uma comparação chamativa, mas de ajudá-la a compreender por que um assunto é importante.

Comentário 3: A imagem B acrescenta um detalhe prático: a mãe escuta atentamente enquanto a filha expressa seus sentimentos. Para tocar o coração, não basta preparar o que vamos dizer; também é necessário escutar. Assim evitamos responder sem ter entendido a pessoa. Depois poderemos explicar claramente o que ela precisa considerar, sem confundir tato com deixar o assunto pela metade. Natã foi atencioso, mas também foi claro.

De que outras maneiras você pode imitar o exemplo de coragem de Natã?

Comentário 1: Posso imitá-lo quando sinto a tentação de ficar calado sobre uma convicção bíblica apenas para não deixar alguém desconfortável. Natã não deixou de transmitir a mensagem de Jeová por Davi ter autoridade. Isso me incentiva a explicar com respeito aquilo em que acredito, mesmo que a outra pessoa tenha uma posição importante ou pense de modo diferente. Não preciso falar com dureza para ser corajoso; posso permanecer firme e, ao mesmo tempo, tratá-la com consideração.

Comentário 2: Seu exemplo me ajuda quando a pressão vem de pessoas próximas. Natã amava Davi, mas sua amizade não ficou acima de sua lealdade a Jeová. Eu também posso me perguntar o que pesa mais nas minhas decisões: agradar a um amigo ou fazer o que sei ser certo. Se uma amizade me levar a tolerar algo errado, preciso de coragem para manter meus princípios sem deixar de tratar o outro com carinho.

Comentário 3: Gostaria de imitar sua disposição de agir quando fosse necessário. Diante da tentativa de Adonias de se tornar rei, Natã não se limitou a desaprovar isso em silêncio. Ele deu os passos que lhe cabiam, com tato e lealdade. Isso me incentiva a não adiar uma conversa necessária apenas porque ela é difícil para mim.

O que esse relato me ensina sobre Jeová?

Comentário 1: Isso me ensina que Jeová vê o que os humanos podem deixar passar. Davi tentou esconder seu adultério e depois providenciou a morte de Urias, mas não conseguiu esconder nada de Jeová. Além disso, sua posição de rei não fez Deus considerar aceitável sua conduta. Isso fortalece minha confiança na justiça de Jeová: a autoridade ou o prestígio de uma pessoa não mudam o que é certo e o que é errado.

Comentário 2: Também vejo a misericórdia de Jeová. Os pecados de Davi foram muito graves, mas, quando ele se arrependeu de verdade, Jeová o perdoou. O relato não apresenta esse perdão como aprovação do que aconteceu, pois Davi sofreu consequências dolorosas. No entanto, ele pôde recuperar sua amizade com Jeová. Isso me ajuda a lembrar que Deus leva o pecado a sério e, ao mesmo tempo, é misericordioso com quem reconhece seu erro e se arrepende sinceramente.

Comentário 3: Fico emocionado ao pensar que Jeová enviou Natã para corrigir Davi. Essa correção permitiu que ele reconhecesse uma situação que havia tentado esconder. Com o tempo, Davi continuou servindo fielmente a Jeová e escreveu salmos sobre arrependimento e perdão. Isso me ensina a não ver a correção apenas como algo doloroso. Aceitá-la pode nos ajudar a reagir, abandonar um caminho errado e recuperar uma relação achegada com nosso Pai celestial.

Como esse relato se relaciona com o propósito de Jeová e com o tema principal da Bíblia?

2 Samuel 7:4,12-13 — Naquela mesma noite, Natã recebeu a seguinte palavra de Jeová: Quando chegar o fim dos seus dias e você descansar com os seus antepassados, farei surgir o seu descendente, seu próprio filho, e estabelecerei firmemente o reino dele. É ele quem construirá uma casa para o meu nome, e eu estabelecerei firmemente o trono do seu reino para sempre.

Comentário 1: A relação mais direta está na promessa que Jeová transmitiu a Davi por meio de Natã. O capítulo explica que Davi teria o privilégio de ser antepassado do Messias. Portanto, esse relato não se limita a uma amizade nem à correção de um rei. Ele faz parte da história de como Jeová revelou progressivamente seu propósito relacionado ao Messias e a um Reino cujo trono seria estabelecido para sempre.

Comentário 2: O relato mostra que receber um papel importante no propósito de Jeová não coloca ninguém acima de suas normas. Davi havia recebido uma promessa extraordinária, mas teve de responder por seus pecados. Jeová não ignorou a injustiça para proteger a reputação do rei. Isso está de acordo com o que a Bíblia ensina sobre seu governo: sua autoridade está ligada à retidão, e os que o representam devem respeitar suas decisões.

Comentário 3: A intervenção posterior de Natã também está relacionada ao propósito de Jeová. Quando Adonias quis ocupar o trono, Natã apoiou que Salomão fosse o próximo rei, porque sabia que essa era a escolha de Jeová. Ele não se deixou guiar pelas ambições de um homem nem pelo apoio que esse homem havia conseguido. Seu exemplo destaca a importância de respeitar as decisões de Jeová em assuntos relacionados à linhagem real de Davi.

O que eu gostaria de perguntar a Natã quando ele for ressuscitado?

Comentário 1: Eu gostaria de perguntar a Natã o que o ajudou a permanecer firme enquanto ia falar com Davi. Sabemos que ele obedeceu a Jeová, mas o relato não descreve todos os seus pensamentos antes daquela conversa. Seria muito interessante ouvir como ele viveu aquele momento e o que lhe deu forças para cumprir uma missão tão delicada. A resposta dele poderia nos ajudar a apreciar ainda mais a coragem necessária para fazer o que é certo quando não sabemos como a outra pessoa reagirá.

Comentário 2: Eu perguntaria como ele escolheu a comparação da ovelhinha e o que levou em conta ao se preparar para falar com Davi. O capítulo mostra como ela foi apropriada para um homem que havia sido pastor e odiava a injustiça. Eu gostaria de saber melhor como ele pensou em ajudar Davi a reconhecer sua responsabilidade. Não sabemos esses detalhes, mas a pergunta reflete uma lição que podemos aprender agora: pensar na pessoa antes de aconselhá-la.

Comentário 3: Eu perguntaria o que ele sentiu ao ver Davi se arrepender e continuar servindo a Jeová. Gostaria de ouvir como ele vivenciou aquele resultado depois de uma conversa tão difícil. O relato me faz pensar no bem que uma correção dada com coragem, tato e verdadeiro carinho pode realizar.

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