INICIANDO CONVERSAS
Duração: 3 min
Local: De casa em casa
Objetivo: Oferecer um curso bíblico de forma direta
Lição: Humildade
Texto bíblico: Apocalipse 21:4
Publicação: Desfrute a vida para sempre!
Situação: Uma mulher abre a porta. O publicador oferece o curso de forma direta, mas sem pressioná-la e reconhecendo com humildade que não tem todas as respostas.
Publicador: Boa tarde. Estamos oferecendo aos nossos vizinhos um curso bíblico gratuito, curto e sem nenhum compromisso. A senhora teria interesse em conhecer melhor as respostas que a Bíblia dá às grandes perguntas da vida?
Pessoa: Nossa, o senhor foi direto ao assunto. Para ser sincera, não sou muito religiosa.
Publicador: Sim, fui bem direto. Não queria fazer a senhora perder tempo escondendo o motivo da minha visita. Mas o curso não é uma aula, e a senhora não precisa aceitar tudo o que eu digo. É uma conversa em que a senhora pode fazer perguntas e tirar suas próprias conclusões. Posso mostrar em um minuto como funciona?
Pessoa: Bom, um minuto tudo bem.
Publicador: Usamos esta publicação, chamada Desfrute a vida para sempre! A primeira lição pergunta: “Como a Bíblia pode ajudar você?” Se a senhora pudesse fazer uma pergunta a Deus, qual seria?
Pessoa: Eu perguntaria por que ele permite tanto sofrimento.
Publicador: É uma pergunta muito importante, e seria desrespeitoso dar uma resposta apressada. O curso analisa isso com calma. Por exemplo, primeiro mostra o que Deus promete fazer. Apocalipse 21:4 diz: “A morte não existirá mais, nem haverá mais luto, nem gritos, nem dor.” Que futuro esse texto descreve?
Pessoa: Um em que não haveria mais sofrimento. Mas ainda não explica por que ele permite isso agora.
Publicador: A senhora tem razão. Esse texto explica o que Deus vai fazer, mas sozinho não responde por que ainda sofremos. Para entender isso, é preciso examinar outros trechos. Uma das lições do curso trata especificamente dessa pergunta.
Pessoa: E se eu fizer uma pergunta que o senhor não sabe responder?
Publicador: Eu diria sinceramente que não sei, e procuraríamos juntos o que a Bíblia diz. Não pretendo saber tudo. O objetivo é aprender da Bíblia, não das minhas opiniões.
Pessoa: Quanto tempo dura cada sessão?
Publicador: A senhora decide. Podemos começar com dez minutos e nos adaptar ao seu horário. Depois de experimentar, a senhora decide livremente se quer continuar.
Pessoa: Agora não posso, mas na terça à tarde talvez eu tenha um tempinho.
Publicador: Perfeito. Na terça podemos examinar só a primeira parte da lição. A senhora pode usar sua própria Bíblia, um aplicativo ou esta publicação. Tudo é gratuito e sem compromisso.
Pessoa: Está bem. Pode passar por volta das seis.
Publicador: Muito obrigado. Passarei nesse horário e começaremos com a pergunta que a senhora fez.
INICIANDO CONVERSAS
Duração: 4 min
Local: Testemunho informal, na escola
Objetivo: Usar o artigo 106 para ajudar um colega de classe que está estressado porque sente que um professor o trata de forma injusta
Lição: Bondade
Texto bíblico: Colossenses 4:6
Fonte: Como posso me dar bem com meu professor?
Situação: Ao terminar uma aula, uma estudante percebe que seu colega está muito abalado com a nota e os comentários que recebeu de um professor.
Publicador: Ei, faz um tempo que você está olhando para essa folha. Aconteceu alguma coisa?
Pessoa: O professor de História me deu um quatro. E na frente de todo mundo disse que meu trabalho parecia feito de última hora.
Publicador: Isso deve ter feito você se sentir péssimo, ainda mais se ele disse isso na frente da turma.
Pessoa: Fiquei com muita vergonha. Ele sempre fala pior comigo do que com os outros. Tenho certeza de que ele implica comigo.
Publicador: Entendo que você esteja com raiva. Ele explicou por que deu essa nota?
Pessoa: Escreveu que eu não segui as instruções, mas eu fiz o trabalho. Estou pensando em ir direto à coordenação e contar como ele me trata.
Publicador: Se realmente há um tratamento injusto, tudo bem pedir ajuda. Mas, antes de falar com a coordenação, você não poderia perguntar ao professor o que exatamente ele esperava do trabalho?
Pessoa: Para quê? Ele vai dizer de novo que eu não presto atenção.
Publicador: É possível, e não quero diminuir o que ele fez. Só acho que falar com ele primeiro poderia ajudar você a saber se houve um mal-entendido e a explicar como se sentiu.
Pessoa: Mas não vou ser gentil depois de como ele me tratou.
Publicador: Eu entendo. Tempos atrás li um artigo pensado para jovens que têm problemas com um professor. Uma das recomendações se baseia em Colossenses 4:6. Diz: “Que as suas palavras sejam sempre agradáveis, temperadas com sal.”
Pessoa: Isso quer dizer que eu tenho que engolir e dar razão a ele?
Publicador: Não. Falar com bondade não significa aceitar algo injusto. Significa expressar o que aconteceu sem ofender nem começar uma discussão. Assim é mais provável que ele ouça o que você quer dizer.
Pessoa: E você, como diria isso?
Publicador: Talvez algo como: “Professor, quero melhorar na sua matéria. O senhor poderia me explicar quais instruções eu não segui? Também queria dizer que o comentário na frente da turma me fez sentir muito mal.” É respeitoso, mas deixa claro o que aconteceu.
Pessoa: Isso soa melhor do que eu pensava em dizer. Eu ia perguntar por que ele implicava comigo.
Publicador: É normal ter pensado isso estando com raiva. O artigo também recomenda tentar entender o que o professor espera e escolher um bom momento para falar com ele, de preferência em particular.
Pessoa: Ultimamente ele diz que está sobrecarregado porque tem provas demais para corrigir.
Publicador: Talvez essa pressão influencie o jeito como ele reage, embora isso não justifique deixar você constrangido na frente dos outros. Ser compreensivo pode ajudar você a falar com calma, mas os seus sentimentos também importam.
Pessoa: Fico estressado só de pensar que ele vai me tratar do mesmo jeito de novo.
Publicador: O que você acha deste plano? Hoje, não mande nenhuma mensagem para ele enquanto está com raiva. Amanhã, depois da aula, peça que ele explique a nota. Se ele não te ouvir ou continuar te tratando mal, fale com seus pais ou com o orientador para que te ajudem.
Pessoa: É, acho que é melhor do que ir logo brigar.
Publicador: Se você quiser, te envio o artigo. Ele traz várias sugestões para lidar com professores difíceis e experiências de outros jovens.
Pessoa: Manda para mim, por favor. Hoje à tarde posso ler e preparar o que vou dizer.
Publicador: Claro. E amanhã, se quiser, me conta como foi. Espero que vocês consigam esclarecer tudo e que você fique mais tranquilo.
Pessoa: Obrigado. Me ajudou conversar sobre isso antes de fazer algo por impulso.
EXPLICANDO SUAS CRENÇAS
Duração: 5 min
Local: Auditório
Título: Por que as Testemunhas de Jeová não se envolvem em assuntos políticos?
Lição: Destacar os pontos principais
Textos bíblicos: João 18:36; Mateus 24:14; Romanos 13:1
Fonte: Por que as Testemunhas de Jeová não se envolvem em assuntos políticos?
Quando se aproximam umas eleições ou surge um debate político importante, alguém pode nos perguntar: “Por que as Testemunhas de Jeová não votam? Vocês não se importam com o que acontece no país?”
Nossa neutralidade não se deve ao fato de sermos indiferentes aos problemas das pessoas. Também não se deve a desprezarmos os governos. É uma posição religiosa baseada na Bíblia.
Vamos analisar três razões principais pelas quais as Testemunhas de Jeová não se envolvem em assuntos políticos.
A primeira razão é que seguimos o exemplo de Jesus e somos leais ao Reino de Deus.
Quando as pessoas viram os milagres de Jesus, quiseram torná-lo rei. Ele tinha a capacidade de melhorar a vida delas e poderia ter usado seu poder para conseguir autoridade política. No entanto, João 6:15 explica que ele se retirou porque sabia que queriam torná-lo rei.
Jesus deixou clara a sua posição em João 18:36, quando disse: “O meu Reino não faz parte deste mundo.”
Por isso, os verdadeiros cristãos não apoiamos um partido ou candidato, nem nos candidatamos a eleições para ocupar um cargo público. Não acreditamos que um sistema político humano seja a solução definitiva para os problemas da humanidade.
Nossa lealdade principal pertence ao Reino de Deus. Segundo Mateus 24:14, Jesus encarregou seus discípulos de pregar “as boas novas do Reino” em toda a Terra. Como representantes desse governo celestial, anunciamos o que ele fará, mas não tentamos assumir o controle dos governos atuais.
Isso nos leva à segunda razão: a neutralidade protege a nossa unidade e nos permite ajudar pessoas de qualquer ideologia.
Imaginemos que as Testemunhas de um país apoiassem um partido e as de outro país apoiassem uma força política contrária. Quando surgisse um conflito, elas poderiam acabar em lados opostos. A política dividiria uma irmandade que deve permanecer unida.
Colossenses 3:14 diz que o amor é “um perfeito vínculo de união”. Graças à neutralidade, as Testemunhas de Jeová podem conservar uma verdadeira irmandade internacional. Não importa nosso país, idioma, etnia ou situação econômica: não permitimos que as divisões políticas nos coloquem uns contra os outros.
Além disso, podemos falar sobre a mensagem da Bíblia com pessoas de qualquer ideologia. Se nos identificássemos com um partido, quem apoia outro poderia achar que estamos contra ele e talvez nem escutasse a mensagem do Reino.
A neutralidade demonstra que confiamos no governo de Deus, e não numa proposta política humana. Salmo 56:11 expressa essa confiança ao dizer: “Em Deus confio; não terei medo.”
Mas será que isso significa que rejeitamos a autoridade dos governos? Não. Esse é o terceiro ponto principal: somos neutros, mas respeitamos as autoridades e as decisões dos outros.
Vamos ler Romanos 13:1: “Que toda pessoa se sujeite às autoridades superiores.”
As Testemunhas de Jeová obedecemos às leis, pagamos os impostos e cooperamos com as medidas que buscam o bem-estar dos cidadãos. Também seguimos o conselho de 1 Timóteo 2:1, 2 e oramos por quem ocupa cargos de autoridade, especialmente quando suas decisões podem afetar nossa liberdade de adorar a Deus.
Portanto, a neutralidade não é rebeldia nem uma ameaça à segurança de nenhum país. Nós nos esforçamos para ser pessoas pacíficas, honestas e respeitadoras da lei.
Também respeitamos o direito de cada pessoa de decidir o que fará em questões políticas. Não atrapalhamos as eleições nem pressionamos ninguém a adotar a nossa posição. Se alguém decide votar ou apoiar um candidato, respeitamos a sua liberdade de escolha.
Essa posição também não é nova. Jesus e os cristãos do primeiro século respeitavam as autoridades, mas não buscavam ocupar cargos políticos nem controlar o governo.
Lembremos, então, os três pontos principais. Primeiro, seguimos o exemplo de Jesus e damos nossa lealdade ao Reino de Deus. Segundo, a neutralidade conserva a nossa unidade e nos permite pregar a pessoas de qualquer ideologia. E terceiro, embora não participemos da política, respeitamos os governos e as decisões pessoais dos outros.
Portanto, a nossa neutralidade não nasce da indiferença. Nasce da nossa confiança de que o Reino de Deus, dirigido por Jesus Cristo, é o único governo capaz de resolver de maneira permanente os problemas da humanidade.
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