Continuemos educando a consciência para agradar a Jeová
1. O que é a consciência, e como ela pode nos ajudar a agradar a Jeová?
Romanos 2:14-15 — Pois, quando pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas exigidas por lei, essas pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas mesmas demonstram que têm a essência da lei escrita no coração, ao passo que a consciência delas também dá testemunho, e, pelos seus pensamentos, elas são acusadas ou até mesmo desculpadas.
Resposta 1: Esse trecho mostra que nossos próprios pensamentos podem aprovar ou censurar o que fazemos. Essa capacidade é a consciência. Jeová nos deu essa capacidade para nos ajudar, mas precisamos educá-la por meio da Bíblia para que suas orientações estejam de acordo com o modo de Jeová pensar.
Resposta 2: A consciência é a capacidade de examinar nossos pensamentos e ações e determinar se estão certos ou errados. Não basta perguntar se uma decisão nos faz sentir bem. Precisamos educar essa capacidade de acordo com o que Jeová considera certo. Assim, quando tivermos de escolher, nossa consciência poderá nos ajudar a levar em conta a vontade dele, em vez de sermos guiados apenas pelos nossos desejos ou pelo que outras pessoas fazem.
Resposta 3: Acho muito valioso que Jeová tenha nos dado uma ajuda para avaliar nossa conduta. Uma consciência bem-educada nos permite reconhecer quais decisões agradam a ele e quais poderiam prejudicar nossa amizade com ele. Mas o parágrafo também nos lembra que más influências podem enfraquecê-la. Por isso, precisamos fazer duas coisas: continuar educando-a por meio da Bíblia e protegê-la de qualquer coisa que possa distorcer nosso senso do que é certo e errado.
2. O que a consciência nos move a fazer?
Romanos 12:9 — Que o amor de vocês seja sem hipocrisia. Abominem o que é mau; agarrem-se ao que é bom.
Resposta 1: Romanos 12:9 nos ajuda a ver que uma boa consciência não se limita a reconhecer o que é errado. Ela nos move a rejeitar o que é mau e a escolher o que Jeová aprova. Por isso, educá-la deve influenciar nossas ações, não apenas nossas opiniões. Se percebermos que algo está errado, o importante é responder a esse aviso e agir de acordo com o que sabemos ser bom.
Resposta 2: Ela nos move a evitar o que é mau antes de fazê-lo. Às vezes, poderíamos pensar na consciência apenas como algo que nos faz sentir mal depois de um erro. No entanto, o parágrafo destaca que ela também pode nos orientar de antemão. Se prestarmos atenção aos seus avisos e ela estiver bem-educada, nos ajudará a nos afastar de uma conduta errada e a proteger nossa amizade com Jeová.
Resposta 3: Uma boa consciência também nos move a fazer o que é bom. Não se trata apenas de evitar uma lista de coisas proibidas, mas de querer agir como Jeová deseja. Esse aspecto positivo é importante: ao tomar decisões, podemos nos perguntar qual opção está mais de acordo com o que aprendemos dele. Assim demonstramos que queremos agradá-lo e que realmente permitimos que nossa consciência influencie nossa conduta.
3, 4. a) Em que a consciência se parece com um detector de fumaça, e em que ela é diferente? (Veja também a imagem.)
Tiago 1:14-15 — Mas cada um é provado ao ser atraído e seduzido pelo seu próprio desejo. Então o desejo, quando se torna fértil, dá à luz o pecado; e o pecado, quando consumado, produz a morte.
Resposta 1: Ambos nos alertam sobre um perigo, mas a consciência pode nos avisar antes de fazermos algo errado. Tiago explica como um desejo errado pode acabar levando ao pecado. Uma consciência educada pela Bíblia nos ajuda a reconhecer esse perigo logo no início e a parar antes de prejudicar nossa amizade com Jeová.
Resposta 2: Na imagem, o homem ouve o alarme e então vê que está saindo fumaça do forno. O detector o avisa quando já há fumaça. A consciência, por outro lado, pode nos avisar antes de cometermos uma ação errada. Essa diferença faz dela uma proteção muito valiosa. Se for educada pela Bíblia, poderá nos ajudar a identificar passos que parecem pequenos, mas que poderiam nos levar a cometer um pecado grave.
Resposta 3: A comparação destaca a importância de prestar atenção aos avisos. Um detector nos alerta sobre um perigo, e nossa consciência também pode fazer isso. Mas não é bom esperar até termos cometido um pecado para ouvi-la. Se uma situação despertar um aviso baseado em princípios bíblicos, devemos levá-lo a sério. Jeová nos deu uma capacidade que pode nos ajudar a evitar o dano, não apenas a reconhecê-lo depois.
3, 4. b) Explique com uma situação hipotética como a consciência nos protege.
Resposta 1: O artigo apresenta o caso de um irmão jovem que se muda e quer fazer amigos. Ele aceita um convite de outros jovens da congregação, mas, ao chegar, percebe que alguns estão bebendo demais e não respeitam as normas de Jeová. Se tiver uma consciência bem-educada, reconhecerá que essas amizades não lhe fazem bem. Assim, poderá evitar uma influência que, com o tempo, poderia levá-lo a cometer um pecado grave.
Resposta 2: Nessa situação hipotética, é compreensível que o jovem queira ter amigos. No entanto, sua consciência o ajuda a não permitir que esse desejo pese mais do que sua amizade com Jeová. Ao ver o que está acontecendo na reunião social, ele percebe que precisa avaliar a conduta daqueles jovens. A lição é que não basta querer se enturmar: precisamos escolher amigos que respeitem as normas de Jeová.
Resposta 3: O que protege o jovem é dar atenção ao aviso antes de adotar a conduta dos outros. Ele não precisa chegar ao ponto de beber demais ou cometer um pecado grave para reconhecer o perigo. Sua consciência, educada pela Bíblia, permite que veja aonde essas amizades poderiam levá-lo. Isso nos ensina a agir quando aparecem os primeiros sinais de uma má influência, em vez de esperar até que ela já nos tenha prejudicado.
5, 6. O que Adão e Eva teriam de fazer para obedecer a Jeová?
Isaías 33:22 — Pois Jeová é o nosso Juiz, Jeová é o nosso Legislador, Jeová é o nosso Rei; Ele é quem nos salvará.
Resposta 1: Eles teriam de reconhecer que Jeová tinha o direito de estabelecer o que era certo e o que era errado. Isaías 33:22 destaca a autoridade dele para dar leis. Por isso, a proibição a respeito da árvore não era algo que Adão e Eva pudessem mudar de acordo com suas preferências. Obedecer exigia aceitar o critério de Jeová acima de qualquer desejo pessoal ou de qualquer sugestão contrária à ordem dele.
Resposta 2: Eva deveria ter se recusado a continuar ouvindo a serpente. Ela conhecia a proibição de Jeová e sabia que comer do fruto era errado. Mas, em vez de rejeitar o que contradizia essa ordem, permitiu que a serpente exercesse influência sobre ela. Para nós, a aplicação é clara: quando já sabemos o que Jeová exige, não devemos dar espaço a raciocínios que tentem nos convencer de que desobedecer a ele será bom para nós.
Resposta 3: Adão e Eva precisavam agir de acordo com o que já sabiam. O problema não era a falta de uma instrução clara sobre a árvore. Jeová tinha explicado a eles o que não deveriam fazer. Portanto, obedecer significava escutar a consciência e permanecer dentro do limite estabelecido. Isso nos lembra que não basta conhecer uma norma bíblica: precisamos deixar que esse conhecimento determine nossa conduta, mesmo quando surgir uma tentação.
Resposta 4: Para obedecer, os dois tinham de colocar o desejo de agradar a Jeová acima dos próprios desejos. O artigo explica depois que Eva parece ter cedido à ganância e ao orgulho, enquanto Adão agiu de modo egoísta. O caso deles nos ajuda a examinar nossos motivos. Se queremos que a consciência nos proteja, não podemos permitir que algo que desejamos acabe parecendo mais importante do que fazer o que Jeová pede.
7. O que Efésios 5:15-17 nos ensina?
Efésios 5:15-17 — Assim, estejam bem atentos para não andarem como tolos, mas como sábios, usando o seu tempo do melhor modo possível, porque os dias são maus. Portanto, parem de ser insensatos, mas compreendam qual é a vontade de Jeová.
Resposta 1: Isso nos ensina que devemos pensar com cuidado na nossa conduta e nos esforçar para entender o que Jeová deseja. Quando não encontramos uma norma específica, isso não significa que qualquer decisão vai agradar a ele. Precisamos procurar os princípios que nos ajudem a entender a vontade dele.
Resposta 2: O parágrafo faz uma distinção entre duas situações: aquelas em que Jeová deu uma norma clara e aquelas em que não há uma lei específica. Nas segundas, ainda é importante agradar a ele. Por isso, precisamos de uma consciência educada que nos ajude a raciocinar com base nos princípios bíblicos. Em vez de perguntar apenas se algo é proibido, é melhor pensar se a decisão reflete o modo de Jeová ver as coisas.
Resposta 3: Entender a vontade de Jeová exige esforço da nossa parte. Nem sempre encontraremos uma instrução que descreva exatamente a situação que estamos vivendo. Mas podemos examinar o que a Bíblia nos ensina sobre o modo de ele pensar. Depois, nossa consciência nos ajudará a aplicar esse conhecimento. Assim, tomaremos decisões ponderadas, em vez de nos deixar levar pelo impulso do momento ou pelo que for mais fácil para nós.
8. Por que dois cristãos podem tomar decisões diferentes sobre o mesmo assunto e ainda assim ter a consciência tranquila?
Resposta 1: Porque, quando não existe uma norma bíblica específica, diferentes fatores podem estar envolvidos. O parágrafo menciona os motivos, as intenções e a cultura local. Dois cristãos podem analisar esses fatores e chegar a decisões diferentes sem desobedecer a Jeová. O essencial é que os dois se certifiquem de respeitar os princípios bíblicos. Portanto, uma diferença de decisão não prova, por si só, que um está agindo certo e o outro errado.
Resposta 2: Ter a consciência tranquila não significa simplesmente fazer o que cada um acha melhor. Os dois cristãos precisam verificar se sua decisão está em harmonia com os princípios bíblicos. Essa é a base comum, embora suas circunstâncias sejam diferentes. Isso nos ajuda a manter o equilíbrio: respeitamos a consciência pessoal, mas também reconhecemos que todos precisamos educá-la com a Bíblia e ter o desejo sincero de agradar a Jeová.
Resposta 3: O parágrafo nos ajuda a não transformar nossa decisão pessoal numa norma para os outros. Talvez outro irmão tenha motivos ou circunstâncias diferentes das nossas. Se os dois respeitarmos os princípios bíblicos, Jeová poderá estar contente com ambos. Em assuntos de consciência, o importante não é que todos escolham exatamente a mesma coisa, mas que cada um se esforce para agir de acordo com a vontade de Jeová.
9. Como dois irmãos aplicam Gálatas 6:4 ao tomar uma decisão sobre o brinde? (Veja também as imagens.)
Gálatas 6:4 — Mas examine cada um suas próprias ações, e então terá motivo para se alegrar apenas com respeito a si mesmo, e não em comparação com outra pessoa.
Resposta 1: Os dois analisam a própria situação, em vez de decidir por comparação. Um participa porque está sendo comemorada uma conquista da empresa num contexto social. O outro não participa porque os comentários nacionalistas de seu chefe comprometeriam sua neutralidade. Embora cheguem a decisões diferentes, ambos procuram agradar a Jeová. Assim, aplicam o princípio de avaliar pessoalmente suas ações e os motivos por trás delas.
Resposta 2: O primeiro irmão leva em conta o significado do brinde naquela situação específica. No lugar onde mora, o brinde é um costume social e um sinal de boas maneiras, e seus colegas estão comemorando uma conquista da empresa. Por isso, ele decide participar. O exemplo não apresenta uma autorização geral para qualquer brinde, mas mostra a importância de analisar o contexto e ter certeza de que a decisão respeita os princípios bíblicos.
Resposta 3: O segundo irmão reconhece um fator que muda a situação: seu chefe fez comentários nacionalistas. A imagem também mostra que ele aponta para uma bandeira. Por isso, decide não erguer o copo, pois não quer comprometer sua neutralidade política. A decisão dele nos lembra que um costume social deve ser avaliado de acordo com as circunstâncias. Não basta pensar que algo é feito habitualmente; precisamos considerar o que estaríamos expressando ao participar.
10, 11. De acordo com Hebreus 5:13, 14, que relação existe entre o “alimento sólido” e a consciência?
Hebreus 5:13-14 — Pois todo aquele que continua a tomar leite desconhece a palavra da justiça, porque é criancinha. Mas o alimento sólido é para as pessoas maduras, para aqueles que pelo uso têm sua capacidade de discernimento treinada para saber distinguir tanto o certo como o errado.
Resposta 1: O alimento sólido nos ajuda a educar a consciência. Ele inclui as verdades bíblicas profundas e os princípios de que precisamos para avaliar nossa conduta. Ao estudá-los e aplicá-los, desenvolvemos o discernimento necessário para tomar decisões que agradem a Jeová.
Resposta 2: Embora nesses versículos a palavra consciência não apareça, eles descrevem uma função que está intimamente relacionada com ela: aprender a reconhecer o certo e o errado. Por isso, o alimento espiritual profundo não é apenas informação interessante. Ele deve influenciar nosso modo de pensar e de tomar decisões. Se o aproveitarmos bem, conheceremos melhor o ponto de vista de Jeová e poderemos usá-lo para orientar nossa conduta.
Resposta 3: Os princípios bíblicos fazem parte desse alimento sólido. Eles são especialmente necessários quando não existe uma norma que indique exatamente o que fazer. Nesses casos, cada cristão precisa identificar os princípios relacionados com sua situação, analisá-los e tomar uma decisão. Isso exige mais do que lembrar uma regra: requer entender como Jeová pensa e permitir que esse entendimento eduque nossa consciência e nos ajude a agir de uma maneira que agrade a ele.
Resposta 4: Essa relação também nos ensina que educar a consciência exige estudar a fundo. Se nos contentarmos com um conhecimento superficial, será mais difícil raciocinar quando surgir uma situação nova. Por outro lado, ao nos aprofundarmos nas verdades e nos princípios bíblicos, teremos uma base mais sólida para decidir. O objetivo não é acumular conhecimento, mas aproveitá-lo para reconhecer que conduta está de acordo com a vontade de Jeová.
12. O que significam as expressões “pessoas maduras” e “pelo uso”, encontradas em Hebreus 5:14?
Hebreus 5:14 — Mas o alimento sólido é para as pessoas maduras, para aqueles que pelo uso têm sua capacidade de discernimento treinada para saber distinguir tanto o certo como o errado.
Resposta 1: As pessoas maduras educaram a consciência de acordo com os princípios bíblicos e conhecem bem o modo de Jeová pensar. A prática consiste em aplicar repetidamente esses princípios ao tomar decisões. Portanto, a maturidade não é demonstrada apenas pelo que sabemos, mas também por como usamos esse conhecimento para orientar nossas ações e levar em conta os sentimentos de Jeová.
Resposta 2: Ser uma pessoa madura envolve conhecer bem a personalidade de Jeová. Esse conhecimento permite prever como ele verá uma decisão e que efeito nossas ações terão na nossa relação com ele. Por isso, antes de agir, uma pessoa madura leva em conta os princípios bíblicos. A principal pergunta dela não é simplesmente se algo é conveniente, mas se a decisão reflete respeito por Jeová e pelo modo de ele pensar.
Resposta 3: A expressão relacionada com a prática destaca que esse treinamento é contínuo. Não educamos a consciência aplicando um princípio apenas uma vez. Cada vez que analisamos uma decisão à luz da Bíblia e agimos de acordo com ela, continuamos treinando nosso discernimento. Com o tempo, aprendemos a reconhecer melhor o certo e o errado. Por isso, as decisões que tomamos são oportunidades de continuar fortalecendo nossa consciência.
13. O que pode acontecer se não educarmos nossa consciência de acordo com os princípios bíblicos?
Isaías 5:20 — Ai dos que dizem que o bom é mau e que o mau é bom, Os que põem a escuridão no lugar da luz e a luz no lugar da escuridão, Os que trocam o amargo pelo doce e o doce pelo amargo!
Resposta 1: Poderíamos acabar com o senso moral invertido, aprovando o que Jeová condena. Isaías mostra como é perigoso confundir essas coisas. Por isso, não basta dizer que nossa consciência nos permite fazer algo. Precisamos verificar se ela foi educada pelos princípios bíblicos, e não por ideias que distorcem nosso modo de ver o que é certo.
Resposta 2: Se não a educarmos com a Bíblia, outros fatores podem moldá-la. O parágrafo menciona as crenças religiosas falsas e os preconceitos. Isso significa que uma pessoa poderia achar que está agindo corretamente e, ainda assim, estar sendo guiada por um critério errado. Para evitar isso, precisamos comparar nossas ideias com os princípios bíblicos e estar dispostos a corrigi-las. O importante não é sempre defender nossa opinião, mas ajustá-la ao modo de pensar de Jeová.
Resposta 3: Os desejos errados também podem afetar nossa consciência. A ganância, o orgulho ou o egoísmo podem nos levar a justificar algo porque queremos fazê-lo, embora não esteja de acordo com os princípios bíblicos. Por isso, é bom examinar nossos motivos com sinceridade. Podemos nos perguntar se estamos procurando fazer o que agrada a Jeová ou uma razão para fazer o que temos vontade. Essa análise nos ajuda a não deixar que nossos desejos controlem nosso senso moral.
Resposta 4: Nossa consciência poderia deixar de nos ajudar a reconhecer o perigo moral. O parágrafo destaca que ela é imperfeita e pode errar, então não devemos tratá-la como um guia que nunca falha. Sua utilidade depende de como a educamos e das influências que aceitamos. Isso nos incentiva a continuar estudando os princípios bíblicos, mesmo que já os conheçamos há bastante tempo, e a permitir que eles corrijam qualquer tendência que possa enfraquecer nossa consciência.
14. a) Por que Adão e Eva não deram atenção à sua consciência?
Resposta 1: Parece que Eva permitiu que a ganância e o orgulho lhe obscurecessem o julgamento. Ela deixou de estar contente com o que Jeová lhe tinha dado e quis ser como ele. Isso fez com que perdesse de vista quem tinha o direito de estabelecer o que é bom e o que é mau. O caso dela mostra que um desejo errado pode distorcer nosso raciocínio se o alimentarmos, mesmo quando já sabemos qual é a vontade de Jeová.
Resposta 2: Adão agiu com egoísmo. Para ele, seu desejo de estar com Eva se tornou mais importante do que agradar a Jeová. Não era que ele desconhecesse o mandamento, mas colocou seu desejo acima da obediência. Isso nos ensina a vigiar nossas prioridades. Se queremos escutar a consciência, precisamos estar decididos a fazer com que o desejo de agradar a Jeová pese mais do que qualquer preferência pessoal.
Resposta 3: Os dois permitiram que seus desejos influenciassem mais do que aquilo que sabiam sobre Jeová. No caso de Eva, aparentemente se destacaram a ganância e o orgulho; no de Adão, o egoísmo. O resultado foi que não deram atenção à sua consciência. A lição é que conhecer as normas não nos protege automaticamente. Também precisamos cuidar de nossos motivos e evitar que uma atitude errada nos leve a procurar desculpas para desobedecer.
14. b) Mencione personagens bíblicos que não educaram bem a consciência. (Veja o quadro “Não educaram a consciência”.)
Resposta 1: Um exemplo mencionado no artigo é Eva. Ela conhecia o mandamento de Jeová, mas permitiu que a serpente a influenciasse. Parece que a ganância e o orgulho chegaram a dominar seu modo de pensar. O caso dela nos lembra que a consciência precisa de mais do que conhecimento: temos de rejeitar as ideias e os desejos que contradizem o que Jeová nos ensina, em vez de lhes dar espaço.
Resposta 2: Também podemos mencionar Adão. Embora conhecesse a Jeová e soubesse o que ele lhe havia ordenado, deu mais importância ao desejo de estar com Eva. Seu egoísmo prejudicou seu modo de tomar decisões. Esse exemplo nos ajuda a ver que a consciência não funciona bem se subordinarmos a obediência às nossas preferências. Precisamos manter o desejo de agradar a Jeová como a prioridade que orienta nossas decisões.
Resposta 3: Adão e Eva mostram que conhecer a Jeová não impede alguém de permitir que sua consciência se deteriore. Os dois sabiam que ele havia estabelecido um limite, mas permitiram que atitudes erradas pesassem mais do que esse conhecimento. Ao pensar neles, podemos analisar não apenas se conhecemos as normas, mas também como reagimos quando nossos desejos entram em conflito com elas. É aí que se vê se estamos permitindo que Jeová eduque nossa consciência.
15. O que mais pode prejudicar muito nossa consciência, e o que a Bíblia nos aconselha?
1 Coríntios 15:33 — Não se deixem enganar. Más companhias estragam bons hábitos.
Resposta 1: As más companhias podem prejudicar muito nossa consciência. Este versículo adverte que a influência delas pode deteriorar a boa conduta que já temos. Por isso, não seria sábio pensar que podemos manter qualquer amizade sem sermos afetados. Se desejamos continuar fazendo o que é certo, precisamos cuidar de com quem nos associamos e afastar-nos das influências que enfraquecem nosso respeito pelas normas de Jeová.
Resposta 2: O parágrafo destaca o perigo de nos associarmos com os que rejeitam a Deus e se tornaram moralmente insensíveis. O modo de pensar deles pode influenciar o que consideramos aceitável. Por isso, a Bíblia nos aconselha a não adotar o modo de vida deles e a afastar-nos dessas más influências. Proteger a consciência inclui escolher cuidadosamente nossas companhias, não apenas estudar o que é certo e o que é errado.
Resposta 3: Não devemos presumir que ter boas intenções nos torna imunes às más companhias. O parágrafo diz que elas podem ser perigosas precisamente para os que desejam fazer o que é certo. Se ouvirmos com frequência raciocínios que desprezam as normas de Jeová, nossa consciência poderá ser afetada. Por isso, é importante levar a sério o conselho bíblico e evitar amizades cuja conduta nos leve a considerar normal o que Jeová desaprova.
Resposta 4: A recomendação bíblica exige ação, não apenas reconhecer que existe um perigo. Se certas companhias estão prejudicando nossa consciência, precisamos afastar-nos dessa influência. Podemos relacionar isso com o jovem da situação hipotética: ao observar uma conduta contrária às normas de Jeová, ele devia reconhecer que aquelas amizades não lhe faziam bem. Escutar a consciência significa estar dispostos a mudar uma decisão para proteger nossa amizade com Jeová.
16. Quando a orientação dada pela consciência é especialmente útil? (Veja o quadro “Como uma consciência educada pela Bíblia nos ajuda”.)
1 Coríntios 10:31 — Portanto, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam todas as coisas para a glória de Deus.
Resposta 1: Ela é especialmente útil quando não há uma instrução bíblica específica para nossa situação. Esse princípio nos lembra que até as decisões do dia a dia devem honrar a Jeová. Uma consciência bem educada nos ajuda a aplicar esse objetivo ao que fazemos. Assim, em vez de pensar apenas em nossos gostos, avaliamos se a decisão está de acordo com a vontade dele e demonstra respeito por ele.
Resposta 2: A consciência nos ajuda quando precisamos passar de um princípio geral para uma decisão pessoal. Talvez a Bíblia não descreva exatamente o assunto que temos diante de nós, mas ela nos ensina como Jeová pensa. Se tivermos educado nossa consciência com esses princípios, poderemos avaliar as opções. Por isso, é bom treiná-la continuamente, e não esperar encontrar uma situação difícil para começar a conhecer o critério de Jeová.
Resposta 3: Embora seja imperfeita, a consciência pode ser uma grande ajuda para agradar a Jeová. Mas o parágrafo apresenta uma condição importante: ela deve ser educada de acordo com os princípios bíblicos. Se não for, a ausência de uma regra específica poderá nos levar a decidir apenas com base em preferências pessoais. Por outro lado, uma consciência bem formada nos ajuda a procurar o que Jeová aprova e a agir com responsabilidade em assuntos que exigem discernimento.
17. De acordo com Romanos 12:2, como Jeová nos ensina?
Romanos 12:2 — E parem de se amoldar a este mundo, mas sejam transformados, renovando a sua mente, a fim de comprovar por si mesmos a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus.
Resposta 1: Jeová nos ensina por meio da Bíblia a mudar nosso modo de pensar. Romanos 12:2 mostra que precisamos de uma transformação interior, não apenas de mudanças no comportamento. Ao estudar e aceitar seus ensinamentos, aprendemos a avaliar as coisas do ponto de vista dele. Assim, podemos reconhecer melhor que decisões agradam a Jeová, em vez de adotar o modo de pensar das pessoas ao nosso redor.
Resposta 2: Uma maneira de aprender é analisar como Jeová lidou com seu povo ao longo da história. Esses relatos nos permitem conhecer a personalidade dele e seu modo de ver as coisas. Nós não os estudamos apenas para lembrar acontecimentos, mas para compreender melhor a Jeová. Depois, podemos usar o que aprendemos ao tomar decisões e permitir que esse conhecimento continue moldando nossa consciência.
Resposta 3: O parágrafo destaca especialmente os ensinamentos e o exemplo de Jesus. Examiná-los nos ajuda a aprender a pensar como Jeová. Por isso, é importante prestar atenção não apenas ao que Jesus ensinou, mas também a como ele agiu. Ao meditar nisso, podemos revisar nosso próprio modo de raciocinar e decidir. Assim, o estudo da vida de Jesus passa a influenciar nossa consciência e as escolhas que fazemos.
Resposta 4: Para que Jeová nos ensine, precisamos permitir que ele nos molde. A comparação do parágrafo com o barro e o oleiro destaca essa disposição. Ao estudar a Bíblia, talvez descubramos que alguma opinião nossa precisa mudar. Em vez de nos apegarmos a ela, podemos aceitar o ensino de Jeová. Desse modo, o estudo não se limita a adquirir informação: permite que ele transforme nossa mente e nos ajude a pensar cada vez mais como ele.
18. O que precisamos fazer para ser felizes e agradar a Jeová?
2 Timóteo 1:3 — Sou grato a Deus, a quem presto serviço sagrado como os meus antepassados e com uma consciência limpa, e nunca deixo de me lembrar de você nas minhas súplicas, noite e dia.
Resposta 1: Devemos educar e proteger nossa consciência para servir a Jeová sem que ela nos acuse de uma conduta errada. Paulo dava muito valor a poder servi-lo dessa maneira. O parágrafo explica como conseguir isso: estudar a Bíblia a fundo e evitar más influências. A felicidade não vem simplesmente de fazer o que queremos, mas de saber que nossas decisões estão de acordo com o que Jeová aprova.
Resposta 2: Uma parte essencial é proteger nossa consciência das más influências. Não faria sentido nos esforçarmos para conhecer as normas de Jeová e, ao mesmo tempo, permitir que outras ideias ou companhias enfraquecessem nosso respeito por elas. Precisamos cuidar do que molda nosso modo de pensar. Ao rejeitar influências que podem nos prejudicar, ajudamos nossa consciência a continuar sensível e a nos orientar para decisões que agradam a Jeová.
Resposta 3: Também precisamos estudar a Bíblia a fundo. A consciência não aprende automaticamente a reconhecer o que Jeová considera certo; temos de educá-la com os ensinamentos dele. Isso exige analisar os princípios e pensar em como aplicá-los. Se fizermos do estudo uma ajuda para nossas decisões, e não apenas uma atividade que cumprimos, nossa consciência estará mais bem preparada para nos guiar. Assim, poderemos servir a Jeová com a satisfação de buscar a aprovação dele.
Resposta 4: O resumo une duas responsabilidades que se complementam: evitar o que enfraquece a consciência e fortalecê-la com a Bíblia. Se fizermos apenas uma das duas coisas, estaremos negligenciando uma parte importante de seu cuidado. Queremos que ela continue reconhecendo o perigo e nos motive a fazer o que é certo. Ao escutar essa consciência educada por Jeová, podemos ser felizes e ter sucesso no sentido mais importante: levar uma vida que agrada a ele.
O que é a consciência, e como ela nos ajuda a agradar a Jeová?
1 Coríntios 15:33 — Não se deixem enganar. Más companhias estragam bons hábitos.
Resposta 1: A consciência é a capacidade de avaliar nossos pensamentos e ações para reconhecer se estão certos ou errados. Quando bem educada, ela nos ajuda a escolher o que Jeová aprova. Mas precisamos protegê-la. O alerta sobre as más companhias mostra que outras pessoas podem influenciar negativamente nossa conduta. Por isso, além de estudar a Bíblia, precisamos evitar influências que poderiam enfraquecer nosso senso do que é certo.
Resposta 2: Ela é um presente de Jeová que nos permite examinar nossa conduta. Pode nos ajudar a reconhecer um erro, mas também a detectar um perigo antes de agirmos. Por isso, foi comparada a um detector de fumaça, embora possa nos avisar com mais antecedência. Se a educarmos com os princípios bíblicos e escutarmos seus alertas, evitaremos passos que poderiam nos levar ao pecado e prejudicar nossa amizade com Jeová.
Resposta 3: A consciência nos ajuda não apenas a rejeitar o que é mau, mas também a escolher o que é bom. Essa é uma diferença importante: não queremos nos limitar a evitar erros, mas tomar decisões que alegrem a Jeová. Para conseguir isso, precisamos conhecer o modo de pensar dele. Quanto mais bem educada nossa consciência estiver com a Bíblia, melhor poderá nos ajudar a orientar nossos desejos, prioridades e ações de acordo com a vontade de Jeová.
Resposta 4: A consciência pode nos guiar para o que agrada a Jeová, mas não é infalível. Ela pode ser afetada pelo orgulho, pelo egoísmo, por desejos errados ou por más companhias. Por isso, sentir-nos tranquilos com uma decisão não é suficiente por si só. Precisamos verificar se a tomamos levando em conta os princípios bíblicos. Assim, nossa confiança não se baseará apenas em sentimentos pessoais, mas nos ensinamentos de Jeová.
O que Hebreus 5:14 quer dizer?
Hebreus 5:14 — Mas o alimento sólido é para as pessoas maduras, para aqueles que pelo uso têm sua capacidade de discernimento treinada para saber distinguir tanto o certo como o errado.
Resposta 1: Isso quer dizer que a madureza espiritual exige treinamento. Precisamos compreender as verdades profundas e os princípios bíblicos, e usá-los repetidamente ao tomar decisões. Essa prática educa nossa consciência e melhora nosso discernimento. Não basta saber o que a Bíblia diz; temos de permitir que seus ensinamentos orientem nossa conduta e nos ajudem a reconhecer o que Jeová considera certo.
Resposta 2: O alimento sólido representa as verdades mais profundas da Bíblia e também inclui seus princípios. É disso que precisamos para que nossa consciência tenha uma base firme. Quando surge uma situação para a qual não há uma regra específica, esses princípios nos permitem raciocinar. Por isso, o versículo nos incentiva a ir além do conhecimento básico e a estudar com o desejo de compreender melhor a vontade de Jeová.
Resposta 3: As pessoas maduras conhecem bem a personalidade e o modo de pensar de Jeová. Graças a isso, conseguem considerar de antemão como ele verá suas ações. Sua madureza se reflete no fato de levarem em conta os princípios bíblicos ao decidir. Isso nos dá um objetivo concreto: não estudar apenas para saber mais, mas para conhecer melhor a Jeová e fazer esse conhecimento influenciar nossas decisões pessoais.
Resposta 4: A prática consiste em usar repetidamente os princípios bíblicos. Cada decisão nos dá a oportunidade de perguntar o que Jeová pensa, analisar o que sua Palavra ensina e agir de acordo com isso. Assim, o discernimento é treinado. Não é algo que se consegue de uma vez para sempre. Temos de continuar usando e educando nossa consciência para que ela nos ajude a reconhecer com mais clareza o certo e o errado.
Como a consciência nos ajuda a tomar boas decisões em assuntos sobre os quais a Bíblia não diz nada?
Romanos 12:2 — E parem de se amoldar a este mundo, mas sejam transformados, renovando a sua mente, a fim de comprovar por si mesmos a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus.
Resposta 1: Quando não há uma regra específica, uma consciência bem educada nos ajuda a aplicar o modo de pensar de Jeová. Romanos 12:2 destaca a necessidade de mudar nossa mente para reconhecer a vontade dele. Ao permitir que a Bíblia produza essa mudança, poderemos avaliar nossas opções pelos princípios bíblicos, e não apenas por nossos gostos ou pelos costumes ao nosso redor.
Resposta 2: Ela nos ajuda a relacionar os princípios bíblicos com nossas circunstâncias. Para fazer isso, precisamos considerar fatores como os motivos, as intenções e o significado que um costume tem no lugar onde vivemos. Isso explica por que dois cristãos podem decidir de maneiras diferentes e ainda assim ter a consciência tranquila. O decisivo é que cada um tenha examinado sua situação e se certificado de respeitar os princípios de Jeová.
Resposta 3: A consciência pode nos ajudar a prever o efeito de uma decisão sobre nossa amizade com Jeová. Para que faça isso bem, precisamos alimentá-la com o que aprendemos da Bíblia, especialmente dos ensinamentos e do exemplo de Jesus. Assim, conheceremos melhor o ponto de vista de Jeová. Mesmo que não encontremos uma instrução que descreva exatamente nosso caso, teremos uma base para escolher de uma maneira que agrade a ele.
Resposta 4: O exemplo dos dois irmãos diante de um brinde mostra como isso funciona. Ambos querem agradar a Jeová, mas um está diante de uma celebração social e o outro diante de comentários nacionalistas que afetam sua neutralidade. A consciência deles os ajuda a reconhecer essa diferença e agir de acordo com ela. A lição é que não devemos decidir automaticamente com base no que outra pessoa faz, mas examinar nossa situação à luz dos princípios bíblicos.
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