Iniciando conversas
Dados da designação
Designação: Iniciando conversas
Lição e ponto: Lição 1 · Interesse sincero · ponto 5
Objetivo didático: Escute. Não fale demais. Dê à pessoa a oportunidade de se expressar. Quando for apropriado, faça perguntas.
Cenário: Cenário e situação: na entrada de uma casa, um publicador conversa pela primeira vez com um vizinho que está consertando uma cadeira herdada do avô
Texto bíblico associado: João 5:28-29 — Não fiquem admirados com isso, pois vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a voz dele e sairão: os que fizeram coisas boas, para uma ressurreição de vida; e os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.
Material oficial: DE CASA EM CASA. Ensine uma verdade bíblica. Se quiser, pode usar uma das verdades do apêndice A da brochura Uma Obra de Amor (lmd lição 1 ponto 5).
Publicador(a): Bom dia. Sou Testemunha de Jeová. Estamos visitando os vizinhos. Desculpe, estou interrompendo o senhor enquanto conserta a cadeira?
Pessoa: Eu estava terminando de colar esta cadeira. Agora preciso deixá-la secar, então pode falar.
Publicador(a): Obrigado. Parece uma daquelas cadeiras antigas, de madeira maciça.
Pessoa: Era do meu avô. Minha esposa diz que comprar outra daria menos trabalho, e ela tem razão. Mas ele se sentava aqui para ouvir rádio. Morreu há anos, e fico triste de jogá-la fora.
Publicador(a): É verdade, uma cadeira nova não teria essas lembranças. Para o senhor, conservá-la não é apenas ter mais um móvel.
Pessoa: Exatamente. Quando olho para ela, lembro das coisas que ele contava. Meus filhos mal o conheceram. Às vezes conto alguma história para eles, mas não é a mesma coisa que terem conversado com ele.
Publicador(a): Sim, seria diferente ouvir as histórias dele em primeira mão. Por sinal, há um ensino bíblico relacionado a ver novamente pessoas que perdemos. O senhor já ouviu falar da ressurreição?
Pessoa: Sim, quando era pequeno. Mas nunca entendi bem o que significa. Uns dizem uma coisa e outros dizem outra. Só sei que sinto falta do meu avô, mesmo depois de tanto tempo.
Publicador(a): E eu não gostaria de responder com uma frase feita. Se o senhor quiser, podemos ver o que Jesus disse, sem entrar agora em todas essas explicações diferentes.
Pessoa: Está bem, mas não conheço muito a Bíblia. O senhor terá de me explicar de modo simples.
Publicador(a): Claro. Jesus falou sobre o que aguarda os que morreram. Veja o que ele disse em João 5:28, 29.
João 5:28-29 — Não fiquem admirados com isso, pois vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a voz dele e sairão: os que fizeram coisas boas, para uma ressurreição de vida; e os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.
Publicador(a): Jesus estava falando de uma ressurreição, de voltar a viver. Ele não estava simplesmente se referindo a continuarmos lembrando de nossos entes queridos.
Pessoa: Isso parece bonito, mas é difícil acreditar. As lembranças estão aqui; não consigo imaginar voltar a conversar com meu avô.
Publicador(a): Entendo a diferença que isso faz. Uma coisa é conservar algo que pertenceu a ele, como esta cadeira; outra bem diferente é ele voltar a viver. Não espero que aceite essa esperança só porque eu a mencionei.
Pessoa: Além disso, fala de um julgamento. Também não entendo essa parte. Não gostaria de tirar uma conclusão lendo apenas o que gosto.
Publicador(a): O senhor faz bem em prestar atenção a toda a passagem. Essa expressão merece uma explicação, não ser ignorada. Hoje eu queria compartilhar esta ideia: Jesus ensinou que os mortos serão ressuscitados. Mas podemos deixar sua pergunta para depois e examiná-la com mais calma.
Pessoa: Prefiro assim. Agora preciso guardar as ferramentas. Anote para mim onde está, e leio depois.
Publicador(a): Claro, vou deixar a referência: João 5:28, 29. Se nos encontrarmos outro dia e o senhor quiser, retomamos essa pergunta.
Pessoa: Está bem, primeiro vou ler por conta própria.
Publicador(a): Muito bem. Vou deixá-lo continuar o que estava fazendo. Espero que o conserto fique bom.
Cultivando o interesse
Dados da designação
Designação: Cultivando o interesse
Lição e ponto: Lição 9 · Empatia · ponto 3
Objetivo didático: Escute com atenção. Deixe a pessoa falar e não a interrompa. Se ela tiver uma objeção ou expressar seus sentimentos e preocupações, não ignore isso. Quando você presta atenção, a pessoa vê que você realmente se interessa pelo que ela pensa.
Cenário: Cenário e situação: na porta de casa, Daniel recebe uma revisita; eles tinham combinado falar sobre as notícias, mas ele prefere comentar uma discussão com o irmão sobre como dividir o acompanhamento da mãe nas consultas
Texto bíblico associado: Provérbios 18:13 — Responder antes de ouvir os fatos É tolice e resulta em humilhação.
Material oficial: DE CASA EM CASA. Você visita alguém para conversar sobre um assunto, mas a pessoa quer falar de outro assunto (lmd lição 9 ponto 3).
Publicador(a): Oi, Daniel. Que bom encontrar você. Da outra vez combinamos conversar sobre como manter a calma quando vemos tantas notícias preocupantes. Você tem alguns minutos ou está ocupado?
Pessoa: Sim, tenho um momento. Mas esta semana quase não vi as notícias. Estou cuidando da minha mãe e acabei de discutir por telefone com meu irmão. Isso é que tira minha calma.
Publicador(a): Podemos deixar as notícias para outra ocasião. Se quiser me contar o que aconteceu, eu escuto.
Pessoa: Minha mãe precisa que a acompanhemos às consultas. Como moro perto, quase sempre sou eu que vou. Pedi que meu irmão fosse na quinta-feira, e ele disse que não podia. Respondi que ele nunca podia, e foi aí que tudo começou.
Publicador(a): Então não se trata apenas desta quinta-feira. Você já faz algum tempo que cuida das consultas e precisa dividir essa responsabilidade.
Pessoa: Exatamente. Eu também trabalho. Parece que, por morar a duas quadras, tenho de estar sempre disponível. E depois ele diz que não entendo a situação dele. Mas quem entende a minha?
Publicador(a): É razoável você querer que seus horários também sejam levados em conta. Quando seu irmão disse que não podia, você conseguiu explicar o que o impedia?
Pessoa: Ele começou a falar algo sobre uma troca de turno. Mas eu o interrompi. Outras vezes foi por causa do trabalho, e pensei: de novo a mesma história. Embora agora que digo isso, nem sei que turno ele tem.
Publicador(a): Você já estava cansado de outras ocasiões. E, pelo que conta, a conversa terminou antes que pudessem esclarecer o que aconteceria na quinta-feira.
Pessoa: Sim, mas também não quero que isso termine comigo tendo de entendê-lo e continuar fazendo tudo. É isso que as pessoas costumam me dizer: tenha paciência. E as consultas continuam ali.
Publicador(a): É claro. Ouvir a explicação dele, por si só, não resolve quem acompanhará sua mãe. Você precisa de ajuda concreta, não apenas que lhe digam para ter paciência.
Pessoa: É isso. Posso escutar, mas também preciso falar. A Bíblia diz algo que ajude nisso, a conversar sem terminar jogando coisas na cara um do outro?
Publicador(a): Sim. Há um conselho que pode nos ajudar a começar essa conversa sem tirar conclusões cedo demais. Ele não decide quem tem razão. Posso lê-lo?
Pessoa: Sim, pode ler. Mas depois me diga como você aplicaria isso numa ligação assim.
Publicador(a): Veja o que Provérbios 18:13 diz sobre responder antes de conhecer bem um assunto.
Provérbios 18:13 — Responder antes de ouvir os fatos É tolice e resulta em humilhação.
Publicador(a): O conselho nos incentiva a ouvir os fatos antes de responder. No seu caso, você poderia começar perguntando o que mudou no horário do seu irmão e deixá-lo terminar de explicar.
Pessoa: E se ele realmente não puder? Porque então voltamos ao começo: eu vou.
Publicador(a): Não necessariamente. Saber por que ele não pode na quinta-feira permitiria que vocês conversassem sobre outro dia em que ele possa. É como tentar conciliar duas agendas: primeiro precisamos conhecer os horários dos dois, não apenas o nosso.
Pessoa: Há outra consulta na terça-feira seguinte. Talvez ele pudesse cuidar dessa. Mas preciso que confirme, não ficar esperando até o último momento.
Publicador(a): Você poderia explicar isso com um pedido concreto. Depois de ouvi-lo, diga em que dias você tem dificuldades e pergunte qual ele pode assumir. Escutar primeiro não significa deixar de expressar o que você precisa.
Pessoa: Acho que poderia começar reconhecendo que não o deixei terminar. E dizer que ele nunca pode também não foi justo. No mês passado ele acompanhou minha mãe uma vez.
Publicador(a): Isso também faz parte dos fatos. Reconhecer isso pode ajudar a conversa a não começar com uma acusação. Mas, é claro, não podemos garantir como ele responderá.
Pessoa: Não, isso é certo. Vou esperar um pouco antes de ligar para ele. Agora preciso sair para fazer compras. Podemos retomar as notícias outro dia.
Pessoa: Tenho medo de que, se eu pedir desculpas, ele comece a lembrar de outras discussões. Então acabaríamos falando de tudo, menos de como nos organizar com minha mãe.
Publicador(a): Entendo. Você quer esclarecer o que aconteceu, não iniciar outra discussão. Poderia dizer: “Sinto muito por ter interrompido você. Quero entender seu horário para podermos nos organizar”. Assim reconhece algo concreto e explica por que está ligando, sem decidir de antemão quem é culpado por tudo.
Pessoa: Isso é mais fácil para mim do que preparar uma defesa. E, se ele mencionar algo que o incomodou, eu poderia escutar e confirmar se entendi bem antes de explicar meu lado.
Publicador(a): Sim, por exemplo: “O que o incomodou foi eu dizer que você nunca ajuda?”. Essa pergunta permite esclarecer. Vocês não precisam resolver todas as diferenças numa única ligação.
Publicador(a): Está bem, vou deixá-lo sair. Se quiser, na próxima vez você me conta como foi, e conversamos sobre o que for mais útil. Tudo de bom, Daniel.
Fazendo discípulos
Dados da designação
Designação: Fazendo discípulos
Lição e ponto: Lição 11 · Simplicidade · ponto 4
Objetivo didático: Use o que seu estudante já sabe para ajudá-lo a entender ideias novas. Por exemplo, se você vai começar uma lição sobre a ressurreição, pode relembrar brevemente o que o estudante já sabe sobre o que acontece quando morremos.
Cenário: No quintal da estudante, durante seu curso bíblico habitual depois de fechar a loja, uma publicadora retoma uma verdade já aprendida para ajudá-la a entender como Jesus oferece alívio
Texto bíblico associado: Eclesiastes 9:5 — Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento.
Material oficial: lff lição 20 ponto 4 (lmd lição 11 ponto 4).
Publicador(a): Você conseguiu descansar um pouco depois de fechar a loja?
Pessoa: Um pouco. Mas abri o livro e vi que era hora de falar de Jesus como líder. Fiquei pensando nessa palavra. Já tenho pessoas suficientes me dizendo o que fazer durante o dia.
Publicador(a): Então, ao ler “líder”, você pensou em alguém que acrescenta obrigações. Entendo por que isso não pareceu muito atraente. O título completo do ponto 4 diz: “Jesus é um líder que oferece alívio”. Você acha que essas duas ideias não combinam?
Pessoa: Um pouco. Não estou dizendo que todos os que lideram sejam maus. Mas, mesmo quando têm boas intenções, a pessoa acaba com mais coisas para fazer. E agora preciso de menos pressão, não de mais.
Publicador(a): Claro, você não está procurando outra lista de tarefas. Antes de pensar em algo novo, vamos lembrar algo que já estudou. Houve alguma explicação da Bíblia que tirou uma preocupação sua, mesmo sem mudar suas circunstâncias?
Pessoa: Sim, o que vimos sobre a morte. Desde pequena eu ouvia que os mortos talvez estivessem sofrendo. Não falava muito sobre isso, mas me preocupava. Entender que eles não sentem o que acontece me tranquilizou bastante.
Publicador(a): Essa explicação é uma boa base para entender o que significa sentir alívio. Não foi simplesmente alguém dizer que você não devia se preocupar; você encontrou um motivo. Vou reler Eclesiastes 9:5, o texto que ajudou você a entender isso.
Eclesiastes 9:5 — Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento.
Publicador(a): Aqui se explica que os mortos não têm consciência do que acontece. Você relacionou essa informação ao medo que tinha. O que mudou para você depois de entender isso?
Pessoa: Parei de imaginar que alguém estivesse sofrendo. A morte continua me parecendo triste; isso não desapareceu. Mas aquela preocupação a mais não existia mais. Foi como parar de pensar numa pergunta que eu nunca sabia responder.
Publicador(a): Essa diferença é importante: não desapareceu tudo o que entristecia você, mas uma carga desapareceu. Com base nessa experiência, um ensino poderia oferecer alívio sem resolver imediatamente todos os problemas de quem o escuta?
Pessoa: Sim, entendo isso. Mas o fato de uma explicação ter me ajudado não significa que qualquer coisa que me ensinem vai ajudar do mesmo modo.
Publicador(a): Você tem razão. É preciso examinar cada ensino, não aceitá-lo só porque outro nos ajudou. Não estamos usando esse versículo como se falasse sobre a liderança de Jesus. Estamos lembrando dele porque você já sabe, por experiência, como entender uma verdade pode aliviar uma preocupação.
Pessoa: Agora vejo a relação. Quando li sobre um líder, só pensei em receber ordens. Não pensei em alguém que também me ajudasse a entender as coisas. Mas ainda acho difícil juntar as duas ideias.
Publicador(a): Vamos pensar numa situação da loja. Quando começou a trabalhar lá, ajudava mais alguém repetir o que você devia fazer ou explicar como fazer e por quê?
Pessoa: Que explicasse. Foi assim com o caixa. Uma colega dizia que eu devia ter cuidado, mas eu continuava sem entender o programa. Outra se sentou comigo e explicou o básico. Eu ainda tinha responsabilidade, mas trabalhava muito menos nervosa.
Publicador(a): A tarefa continuava ali; o que mudou foi que você não a enfrentava mais sem entendê-la. Essa comparação não explica tudo sobre Jesus, mas ajuda a ver que orientar alguém e aliviar sua carga não precisam ser coisas opostas.
Pessoa: Assim faz sentido. Eu não me incomodava que aquela colega me ensinasse. Na verdade, preferia perguntar a ela. O que me deixava aflita era esperarem que eu soubesse fazer tudo sem me explicar.
Publicador(a): Veja também esta imagem de Jesus ensinando um grupo de pessoas ao ar livre, com flores e pássaros ao redor. Sem imaginar o que cada pessoa está pensando, que aspecto do trabalho de Jesus vemos representado?
Pessoa: Que ele ensina. Ele não aparece simplesmente dando ordens de longe. Há pessoas escutando-o. Embora a imagem, sozinha, não diga como elas se sentiam nem o que fizeram depois.
Publicador(a): Exatamente. Para saber mais, precisamos examinar o que ele ensinava. Mas isso nos ajuda a não ficar apenas com a ideia de autoridade. O ponto que estamos estudando apresenta Jesus como um líder que oferece alívio. Como você expressaria agora essa ideia com suas próprias palavras?
Pessoa: Seguir a orientação dele não precisa significar sentir mais pressão. Os ensinos dele podem me ajudar. Isso não quer dizer que amanhã terei menos trabalho ou que tudo será fácil. Quero ver como isso se aplica às minhas preocupações.
Publicador(a): Podemos fazer isso sem pressa. À medida que estudarmos, preste atenção ao que Jesus ensina e a como isso pode ajudar você. Assim como fez com o assunto da morte: primeiro entendeu a explicação e depois viu a diferença que ela fez para você.
Pessoa: Tudo bem. A pergunta que levo comigo é como o que Jesus ensina pode me ajudar. Prefiro entender isso passo a passo, em vez de pensar desde o começo que será outra obrigação.
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