Tema: Governantes poderosos não são rivais para Jeová
Quando os governantes fazem uma demonstração de força, é fácil nos sentirmos pequenos. As decisões deles podem afetar muitíssimas pessoas, e as ameaças deles podem causar medo. Mas há algo que nunca devemos perder de vista: o poder deles tem limites. O poder de Jeová, não. Lembrar-nos dessa diferença nos ajuda a olhar para o futuro com tranquilidade. Governantes poderosos não são rivais para Jeová. O que ele disse sobre o Faraó nos ajuda a entender isso.
Primeiro, pensemos nas imagens que Jeová usou para descrever o rei do Egito. Ele não o comparou a um animal indefeso, mas a criaturas que podiam impor respeito e causar medo. Assim, reconhecia que o Faraó exercia um poder considerável. No entanto, a descrição também mostrava o que esse governante fazia com sua força e qual seria o seu fim. Vamos ler Ezequiel 32:2.
Ezequiel 32:2 — “Filho do homem, cante uma lamentação a respeito de Faraó, rei do Egito, dizendo-lhe: ‘Você era como um leão jovem e forte das nações, Mas foi silenciado. Você parecia um monstro marinho, agitando-se nos seus rios, Turvando a água com os pés e sujando os rios.’
Um leão jovem transmite uma sensação de vigor. A imagem de um monstro marinho também sugere uma força difícil de conter. Mas observe o efeito que o Faraó produzia: em vez de manter as águas limpas, ele as sujava. A comparação não apresenta um poder que beneficiasse a todos. Ela descreve um governante cuja atividade perturbava outros. Sua força podia impressionar, mas não o tornava digno de confiança.
Além disso, Jeová mandou cantar uma lamentação sobre ele. Por mais forte que parecesse, o poder dele não duraria. O que aprendemos? Que não devemos confundir uma aparência imponente com segurança permanente. Quando um governante nos impressionar por sua autoridade ou por suas ameaças, lembremo-nos do Faraó. Jeová via os limites dele. E não apenas predisse a queda dele; também explicou como reagiriam aqueles que a vissem.
A destruição do Egito não passaria despercebida. Outros povos e seus reis teriam de enfrentar uma realidade inquietante: uma potência que parecia tão forte não tinha conseguido evitar o julgamento de Jeová. Essa queda revelaria a fragilidade do poder humano. Os que antes talvez se sentissem seguros entenderiam que também eram vulneráveis. Note a intensidade da reação deles ao lermos Ezequiel 32:10.
Ezequiel 32:10 — Farei muitos povos ficar espantados, E os reis deles vão tremer de pavor por sua causa quando eu usar a minha espada diante deles. Eles vão tremer sem parar, cada um temendo pela sua própria vida, No dia da sua queda.’
Não se tratava simplesmente de surpresa. Jeová predisse horror e um temor persistente. Aqueles reis ficariam preocupados com a própria vida. Por quê? Porque a queda do Egito demonstraria que o poder de um governante não podia protegê-lo diante de Jeová. O que acontecesse ao Faraó abalaria a confiança de outros. Nenhum deles poderia observar aquela intervenção divina e concluir que sua própria posição o tornava intocável.
Esse aviso também nos ajuda a colocar nossas preocupações na perspectiva correta. Se uma notícia sobre os governos nos deixar preocupados, podemos perguntar: “Estou olhando apenas para o poder deles ou também levando em conta o poder de Jeová?”. Não precisamos minimizar as ameaças para manter a calma. Precisamos lembrar quem é superior a todos os governantes. E essa lição será especialmente importante quando chegar o confronto anunciado para o Armagedom.
O que aconteceu com o Faraó nos ajuda a entender por que os governantes também não serão rivais para Jeová no futuro. O Armagedom não será uma luta entre forças equivalentes. Embora os reis de toda a Terra estejam envolvidos, continuarão sendo humanos enfrentando o Todo-Poderoso. A quantidade de participantes não muda essa diferença fundamental. Leiamos como o texto de Apocalipse 16:14 identifica essa guerra.
Apocalipse 16:14 — De fato, são expressões inspiradas por demônios e realizam sinais; vão aos reis de toda a terra habitada, a fim de reuni-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso.
O texto mostra que, por trás da reunião desses reis, está a influência dos demônios. Não se trata de uma iniciativa capaz de frustrar o propósito de Deus. De acordo com o material que estamos considerando, Satanás incitará as nações a tentar eliminar os servos de Jeová e a adoração pura. Os governos atacarão com todas as suas forças. Mas a determinação deles não lhes dará a vitória.
Jeová contará com um exército celestial dirigido por Jesus. Pense no que isso significa para nós. Jesus ama seu Pai e deseja proteger os que também o amam e servem. Ele não verá o ataque contra eles com indiferença. O mesmo que dirigirá a ação contra os inimigos de Deus estará defendendo os servos leais. Essa perspectiva nos dá boas razões para confiar.
Os 144.000 também lutarão ao lado de Jesus. Antes de começar o Armagedom, os últimos ungidos que ainda estiverem na Terra terão subido ao céu. Muitos trabalharam lado a lado com as outras ovelhas e formaram amizades profundas. Então terão autoridade e poder para defender os que os apoiaram lealmente. Pensar nesses laços de carinho torna a proteção prometida ainda mais consoladora.
Além disso, os anjos farão parte desse exército. Eles já ajudaram Jesus a expulsar Satanás e os demônios do céu e participam em reunir as pessoas que desejam adorar a Jeová. Também poderão proteger os servos leais dele. Todos os integrantes do exército celestial terão a honra de santificar e vindicar o nome de Jeová. Diante deles, o poder humano não poderá prevalecer.
Chegados a este ponto, perguntemo-nos: “Por que não devemos ter medo do Armagedom?”. Não é porque o ataque das nações seja insignificante, mas porque Jeová prometeu proteger seus servos. Nossa tranquilidade depende de quem cuida de nós, não de quantos se opõem a nós. Para fortalecer essa confiança, vejamos as imagens de refúgio e proteção encontradas em Salmos 91:1 e 5-10.
Salmos 91:1,5-10 — Quem morar no lugar secreto do Altíssimo Encontrará abrigo na sombra do Todo-Poderoso. Você não terá medo dos terrores da noite, Nem da flecha que voa de dia, Nem da pestilência que ronda nas trevas, Nem da destruição que devasta ao meio-dia. Mil cairão ao seu lado, E dez mil à sua direita; Mas nada o atingirá. Você apenas verá com os seus olhos, Será testemunha da punição dos maus. Visto que você disse: “Jeová é o meu refúgio”, Fez do Altíssimo a sua morada; Nenhum desastre virá sobre você, E nenhuma praga se aproximará da sua tenda.
O salmo dirige nossa atenção para o refúgio que Jeová oferece. Por isso, ao pensar no Armagedom, não nos concentremos apenas na destruição. Pensemos também na salvação dos servos dele e no começo do novo mundo. Se surgirem temores, voltemos a essas promessas e nos acheguemos a Jeová em oração. Cultivar agora nossa confiança nele nos ajudará a olhar para a frente com esperança.
O Faraó parecia formidável, mas não conseguiu se colocar acima de Jeová. A queda dele faria outros reis tremer. E no Armagedom, os governantes unidos também não conseguirão vencer o exército celestial. Por isso, quando ficarmos preocupados, lembremo-nos de onde está o nosso refúgio. Não precisamos conhecer todos os detalhes do futuro para confiar naquele que tem tudo sob controle. Governantes poderosos não são rivais para Jeová.
Aproveite todos os recursos Premium
Mais comodidade para preparar as reuniões e usar todas as ferramentas do site.
- Navegação sem anúncios
- Minha Gravadora e transcrição ao vivo
- Revisão de designações
- Academia completa
- Publicações em áudio e lupa de leitura
- Comentários salvos e sincronizados
- Apoie o projeto e ajude a mantê-lo
Plano mensal
3 € por mêsRenovação mensal. Cancele quando quiser.
Escolher mensalPlano anual
30 € por anoPagamento único por 12 meses. Sem renovação automática.
Escolher anual









