Iniciando conversas
Dados da designação
Designação: Iniciando conversas
Duração: 3 min
Lição e ponto: Lição 6 · Coragem · ponto 4
Objetivo didático: Deixe de lado os preconceitos. Às vezes temos dificuldade de nos aproximar de algumas pessoas por causa de sua aparência física, sua situação econômica ou social, seu estilo de vida ou suas crenças religiosas. Mas lembre-se:
Cenário: No escritório de uma oficina, um funcionário entrega o inventário ao chefe e aproveita para pedir para sair mais cedo em um dia, embora eles nunca tenham conversado sobre suas crenças
Texto bíblico associado: Atos 10:34-35 — Em vista disso, Pedro começou a falar; ele disse: “Agora eu entendo claramente que Deus não é parcial, mas, em toda nação, ele aceita aquele que o teme e faz o que é direito.
Material oficial: TESTEMUNHO INFORMAL. Peça ao seu chefe que lhe dê tempo livre para assistir à Celebração (lmd lição 6 ponto 4).
Publicador: Aqui está o inventário. No fim chegaram as peças que faltavam, então ele já está atualizado. O senhor tem um momento para eu perguntar uma coisa pessoal?
Pessoa: Sim, pode falar. Desde que não seja outro problema com o pedido… Esta semana já tivemos problemas suficientes.
Publicador: Não, desta vez não é isso. Eu queria pedir para sair duas horas mais cedo em um dia para assistir à Celebração. Trouxe o pedido com a data para o senhor poder analisá-lo com antecedência.
Pessoa: A Celebração? Não sei o que é. Tem a ver com sua religião?
Publicador: Sim, sou Testemunha de Jeová. É uma ocasião religiosa muito importante para mim, e eu gostaria de assistir. Por isso preferi falar sobre isso agora, antes de o senhor organizar o trabalho daquela semana.
Pessoa: Você fez bem em avisar, mas ainda não posso dizer que sim. Se entrar um conserto urgente, vou precisar de gente até o fim do expediente. E também não quero que os outros tenham que cobrir você sem mais nem menos.
Publicador: Eu entendo. Não gostaria de deixar trabalho pendente para eles. Seria possível compensar essas horas em outro horário, se isso estiver de acordo com a organização? Posso deixar minha parte preparada e seguir o procedimento que o senhor indicar.
Pessoa: Eu teria que verificar. Não sou religioso, mas respeito o fato de isso ser importante para você. O que eu não gostaria é que parecesse que estou dando vantagens por motivos religiosos.
Publicador: Claro, o pedido teria que ser avaliado como qualquer outro pedido pessoal. Não espero tratamento especial por causa das minhas crenças. Na verdade, algo que valorizo na Bíblia é o que ela ensina sobre não favorecer algumas pessoas em detrimento de outras.
Pessoa: Às vezes parece o contrário. Há pessoas muito religiosas que só tratam bem os de seu grupo. Isso é o que eu tenho dificuldade de entender.
Publicador: Eu entendo que isso faça você recuar. Não seria justo avaliar alguém apenas por pertencer a um grupo. Há algumas palavras de Pedro que explicam como Deus vê as pessoas. Posso ler essas duas frases para o senhor?
Pessoa: Sim, se for rápido. Tenho que voltar à oficina daqui a pouco.
Publicador: Claro. Veja o que Atos 10:34, 35 diz sobre o que Deus leva em conta.
Publicador: Atos 10:34-35 — Em vista disso, Pedro começou a falar; ele disse: “Agora eu entendo claramente que Deus não é parcial, mas, em toda nação, ele aceita aquele que o teme e faz o que é direito. Pedro reconheceu que Deus não favorece ninguém por causa de sua nação. Ele observa se a pessoa o teme e faz o que é certo. Isso me lembra que não devo julgar alguém por sua origem ou suas crenças.
Pessoa: Bem, se isso é colocado em prática, acho bom. Quanto à autorização, deixe o pedido comigo. Primeiro preciso verificar quem estará aqui naquela tarde.
Publicador: Aqui está. Obrigado por me ouvir. O senhor acha que eu poderia perguntar na segunda-feira, depois que tiver conseguido verificar como ficará o trabalho?
Pessoa: Sim, conversamos na segunda. Se houver alguma alternativa para essas horas, veremos então.
Publicador: Ajudaria se eu trouxesse uma proposta concreta? Por exemplo, eu poderia perguntar se algum colega estaria disposto a trocar um turno comigo, sem dar nada como certo.
Pessoa: Você pode perguntar, mas não quero que ninguém se sinta obrigado nem que vocês combinem uma troca antes de eu autorizá-la.
Publicador: Claro. Eu explicaria que a pessoa pode dizer não com toda a liberdade. Se for conveniente, apresentaríamos a proposta ao senhor para verificar se ela funciona.
Pessoa: Assim está certo. O importante é manter a oficina coberta.
Publicador: De acordo. Enquanto isso, vou adiantar o que está designado para mim. Não é preciso me dar uma resposta agora.
Cultivando o interesse
Dados da designação
Designação: Cultivando o interesse
Duração: 4 min
Lição e ponto: Lição 9 · Empatia · ponto 3
Objetivo didático: Escute com atenção. Deixe a pessoa falar e não a interrompa. Se ela tiver alguma objeção ou expressar seus sentimentos e preocupações, não ignore isso. Quando você presta atenção, a pessoa percebe que realmente se interessa pelo que ela pensa.
Cenário: Na porta de sua casa, Elena conversa com a publicadora que lhe deixou o convite para a Celebração enquanto decide se vai se organizar para assistir com a irmã
Texto bíblico associado: Lucas 22:19 — Ele pegou também um pão, deu graças, partiu-o e deu a eles, dizendo: “Isto representa o meu corpo, que será dado em benefício de vocês. Persistam em fazer isso em memória de mim.”
Material oficial: DE CASA EM CASA. A pessoa aceitou o convite para a Celebração em uma visita anterior. Responda às perguntas dela sobre o que acontecerá durante o evento (lmd lição 9 ponto 3).
Publicador: Oi, Elena. Você pode conversar um pouco? Da outra vez deixei o convite com você, mas você estava ocupada e não pudemos conversar muito.
Pessoa: Sim, justamente queria perguntar uma coisa. Mostrei o convite à minha irmã, caso ela fosse comigo. Ela perguntou o que aconteceria, e eu não soube explicar. Só lembrava da parte sobre a morte de Jesus.
Publicador: Então podemos conversar sobre isso antes de vocês se organizarem. O que gostariam de saber sobre o evento?
Pessoa: Principalmente, sobre o que será falado. Minha irmã acha que será para lembrar como Jesus sofreu. E, sinceramente, eu também não quero passar a tarde ouvindo detalhes dolorosos. Ultimamente já temos preocupações suficientes em casa.
Publicador: Eu entendo. Se vocês esperam ouvir uma descrição do sofrimento dele, é compreensível que fiquem em dúvida. A explicação bíblica se concentra em por que lembramos da morte dele e o que isso significa para nós.
Pessoa: Isso parece diferente. Mas ainda não entendo por que a morte dele é lembrada. Jesus também fez coisas boas enquanto viveu. Eu me interesso mais pelo modo como ele tratava as pessoas.
Publicador: É verdade, o modo como ele tratava as pessoas é importante. Lembrar a morte dele não significa deixar de valorizar a vida dele. Há algumas palavras que ele mesmo disse que explicam o motivo dessa ocasião.
Pessoa: Ele pediu que se lembrassem dele dessa forma? Eu não sabia disso. Achava que era um costume que tinha começado depois.
Publicador: Sim, e por isso vale a pena ver o que ele disse. Vou ler Lucas 22:19. Veja como ele relacionou o que daria pelos discípulos com o pedido de que se lembrassem dele. Há um texto que se aplica muito bem. Podemos ler Lucas 22:19?
Publicador: Lucas 22:19 — Ele pegou também um pão, deu graças, partiu-o e deu a eles, dizendo: “Isto representa o meu corpo, que será dado em benefício de vocês. Persistam em fazer isso em memória de mim.” Aqui Jesus explica que daria seu corpo em benefício deles. Portanto, não se trata simplesmente de lembrar um momento doloroso, mas de valorizar o que ele fez por outros.
Pessoa: Agora entendo melhor por que vocês fazem isso. Embora eu tenha dificuldade com essa ideia de que a morte dele beneficie outras pessoas. Não vou dizer que entendo só porque ouvi isso.
Publicador: Você não precisa dizer que entende. Obrigada por me explicar. O que é difícil para você: entender por que ele teve que morrer ou como isso pode ter relação com você?
Pessoa: Mais a segunda coisa. Aconteceu há muitíssimo tempo. Posso reconhecer que foi generoso, mas daí a pensar que tem a ver comigo… falta alguma coisa.
Publicador: Então sua pergunta não é apenas o que aconteceu, mas por que isso deveria ser importante para você pessoalmente. É uma boa pergunta para ter em mente ao ouvir a explicação bíblica da Celebração.
Pessoa: E vou conseguir acompanhar a explicação sem conhecer muito da Bíblia? Você diz Lucas e encontra o texto imediatamente. Eu teria que começar procurando onde fica esse livro.
Publicador: Se quiser, podemos sentar juntas e eu ajudo você a encontrar os textos. E, se alguma coisa não ficar clara, podemos conversar depois. Você não precisa resolver todas as suas dúvidas antes de decidir se vai.
Pessoa: Isso ajudaria. Mas também não quero que depois você pense que concordo com tudo só porque fui. Às vezes prefiro ouvir e pensar sozinha.
Publicador: Não vou interpretar sua presença como se você concordasse com tudo. Você me explicou como vê a questão, e eu respeito isso. Se depois quiser conversar, vou ouvir você; não precisamos forçar uma conversa.
Pessoa: Está bem. Vou comentar com minha irmã. Vou dizer a ela que a Bíblia explicará por que vocês lembram da morte de Jesus. Mas ainda preciso ver se ela poderá me acompanhar.
Publicador: Está bem. Você prefere me avisar quando souberem?
Pessoa: Sim, melhor. Se formos, aviso você para nos encontrarmos lá. E vou ficar com esta pergunta: que relação tem comigo o que Jesus fez.
Publicador: Ter essa pergunta em mente pode ajudar você a ouvir com um objetivo específico. Gostaria de anotá-la para que, quando a explicação terminar, possa avaliar se encontrou uma resposta ou que parte precisa esclarecer?
Pessoa: Sim, porque às vezes tento lembrar de tudo e acabo perdendo o fio. Isso acontece até quando vou ao médico: saio lembrando dos detalhes, mas esqueço justamente o que queria perguntar.
Publicador: Então você não precisa tentar guardar cada detalhe. Poderia levar sua pergunta por escrito e anotar apenas uma ideia que ajude a respondê-la, ou algo que não tenha entendido. Assim terá um ponto específico para pensar com calma, sem exigir de si mesma que entenda tudo de uma vez.
Pessoa: Isso parece prático. Vou levar um caderno pequeno e depois decidir o que preciso esclarecer antes de falar com você.
Publicador: Perfeito, Elena. Se vocês forem, podemos retomar o assunto depois de ouvir a explicação. E obrigada por me dizer o que realmente preocupava vocês.
Cultivando o interesse
Dados da designação
Designação: Cultivando o interesse
Duração: 5 min
Lição e ponto: Lição 7 · Perseverança · ponto 4
Objetivo didático: Pergunte quando vocês poderão conversar novamente. Não termine a conversa sem falar com a pessoa sobre o dia e o horário em que voltará a visitá-la. E não deixe de cumprir o compromisso.
Cenário: Depois do programa da Celebração, perto do guarda-volumes, uma publicadora conversa com uma vizinha que havia convidado e que espera o irmão buscá-la
Texto bíblico associado: Atos 15:36 — Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Agora, vamos voltar e visitar os irmãos em cada uma das cidades em que proclamamos a palavra de Jeová, para ver como estão.”
Material oficial: TESTEMUNHO INFORMAL. Depois do programa da Celebração, responda a algumas perguntas de uma pessoa que assistiu. Ofereça-lhe um curso da Bíblia (lmd lição 7 ponto 4).
Publicador: Encontrou sua jaqueta? Havia outra da mesma cor, e eu não sabia qual era a sua.
Pessoa: Sim, é esta. Meu irmão acabou de me escrever; ele ainda vai demorar um pouco. Eu queria perguntar algumas coisas antes de ir, porque não queria interromper durante o programa.
Publicador: Claro, pode falar. Podemos ficar aqui enquanto ele chega. O que gostaria de perguntar?
Pessoa: Vi que você procurava os textos na sua Bíblia. Por que conferi-los se o orador já os estava lendo? Eu estava ouvindo, mas, entre procurar uma página e outra, teria perdido o fio.
Publicador: Para mim ajuda ver as palavras enquanto as ouço. Assim consigo distinguir o que o texto diz da explicação apresentada. Mas entendo o que você diz: se está procurando uma página, pode deixar de ouvir a ideia seguinte.
Pessoa: Isso teria acontecido comigo. Além disso, havia expressões que eu não conhecia. Entendi algumas coisas, mas não saberia explicá-las. Eu teria que ler a Bíblia inteira primeiro para entender bem uma ocasião como esta?
Publicador: Você não precisa ter lido a Bíblia inteira para começar a fazer perguntas. Podemos escolher uma das perguntas que surgiram e procurar juntas a resposta. Se aparecer uma palavra que você não entende, paramos. Não é necessário resolver tudo esta noite.
Pessoa: Isso seria melhor para mim. Às vezes não pergunto porque imagino que todo mundo já saiba a resposta. E também não quero que você tenha de me explicar desde o começo cada coisa que foi dita.
Publicador: Você pode dizer que parte interessa e começar por ela. Na verdade, eu queria oferecer um curso da Bíblia. Poderíamos reservar um tempo para ler e conversar sobre o que vamos aprendendo, em vez de tentar esclarecer tudo rapidamente, aqui em pé.
Pessoa: Um curso? Isso já parece algo bastante sério. Quero entender o que ouvi, mas agora não quero me comprometer com aulas. Há semanas em que mal consigo me organizar.
Publicador: Eu entendo. Não estou pedindo que decida agora se vai continuar. Se quiser, outro dia podemos experimentar com uma única pergunta e ver como seria estudar juntas. Depois você me diz com liberdade se isso é útil ou se prefere parar.
Pessoa: Uma vez eu poderia experimentar. Mas quero perguntar outra coisa: por que você quer continuar falando comigo depois de me convidar? Eu achava que, depois que eu assistisse, já estaria tudo terminado.
Publicador: Porque quero saber como você está e que dúvidas ficaram, não apenas se conseguiu vir. Há um texto que mostra esse interesse em voltar a ver as pessoas. Vou ler Atos 15:36; veja o motivo que Paulo deu para voltar. Há um texto que se aplica muito bem. Podemos ler Atos 15:36?
Publicador: Atos 15:36 — Depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: “Agora, vamos voltar e visitar os irmãos em cada uma das cidades em que proclamamos a palavra de Jeová, para ver como estão.” Paulo queria saber como estavam os irmãos a quem tinham pregado. Não se esqueceu deles depois de partir. Acho importante esse interesse: voltar a conversar permite ouvir a pessoa e saber de que ajuda ela precisa.
Pessoa: Embora ali fale de irmãos, não é? Eu ainda estou conhecendo o que vocês acreditam. Não me vejo na mesma situação que essas pessoas.
Publicador: Sim, você tem razão; o texto fala dos irmãos. Eu não quis dizer que sua situação fosse idêntica. Eu me referia ao interesse que Paulo demonstrou por eles. No seu caso, quero ouvir você e ajudá-la com suas perguntas, sem presumir o que pensa.
Pessoa: Está bem, porque talvez eu não aceite algumas explicações de imediato. Preciso pensar nelas. Se fizermos essa experiência, posso levar uma pergunta minha, mesmo que não seja a que você tinha preparado?
Publicador: Claro. Diga qual é, e vamos levá-la em conta. Se eu não souber responder, prefiro dizer isso e procurar a informação antes de improvisar. E, se algo não convencer você, pode explicar que parte acha difícil entender.
Pessoa: Então eu gostaria de começar por como distinguir o que a Bíblia realmente diz daquilo que alguém interpreta. Isso tem a ver com o que perguntei no início, quando vi você procurando os textos.
Publicador: Sim, podemos começar por essa pergunta e ler com calma um texto, levando em conta o que vem antes e depois. Que dia e horário seria bom para nos encontrarmos?
Pessoa: Quinta-feira à tarde estarei em casa. Mas antes das sete, não, porque preciso acompanhar minha mãe a uma consulta e não sei quando vamos terminar.
Publicador: Que tal quinta-feira às sete e meia, na sua casa? Podemos reservar uns vinte minutos para essa primeira conversa.
Pessoa: Sim, esse horário é bom para mim. Assim chegarei sem ficar olhando para o relógio. Olhe, meu irmão já está lá fora.
Publicador: Antes de você ir, quer que na quinta-feira retomemos o texto que acabamos de ler? Assim podemos trabalhar com um exemplo que você já conhece, em vez de começar com algo completamente novo.
Pessoa: Sim, embora eu ainda tenha uma dúvida. Se uma explicação parece razoável, como sei que ela realmente se encaixa no texto? Às vezes ouço uma ideia e gosto dela, mas depois não saberia dizer se estava no que li ou se foi acrescentada por quem me explicou.
Publicador: Essa diferença merece atenção. Podemos separar duas perguntas: o que o texto está dizendo e o que podemos aprender dele. Por exemplo, você percebeu que Paulo falou de visitar os irmãos. Esse detalhe nos ajuda a entender precisamente a quem ele se referia; não devemos ignorá-lo. Depois podemos pensar em como imitar o interesse dele pelos outros, mas sem confundir essa aplicação com o que aconteceu. Na quinta-feira poderíamos fazer este exercício: você explica com suas palavras o que entende, e procuramos quais detalhes do texto apoiam essa conclusão.
Se alguma coisa não se encaixar, vamos analisá-la de novo, sem nos apressar a dar o assunto por resolvido.
Pessoa: Isso me ajudaria a entender por que chegamos a uma conclusão, e não apenas a ouvi-la. Gosto de começar com esse exemplo, porque já percebi um detalhe que poderia causar confusão. Então deixamos isso para quinta-feira.
Publicador: Vou anotar: quinta-feira, sete e meia, na sua casa. Estarei lá. E começaremos pela sua pergunta.
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