Iniciando conversas
Dados da designação
Designação: Iniciando conversas
Duração: 4 min
Lição e ponto: Lição 1 · Interesse sincero · ponto 3
Objetivo didático: Seja flexível. Em vez de começar conversas com aquilo que interessa a você, é melhor começar com o que interessa à outra pessoa. Portanto, abra a mente, mude o foco e pergunte-se:
Cenário: Na porta de uma casa, uma pessoa que está separando livros para doar conversa pela primeira vez com uma publicadora sobre seu interesse por biografias
Texto bíblico associado: João 4:6-9 — De fato, ali ficava o poço de Jacó. E Jesus, cansado da viagem, estava sentado junto ao poço. Era por volta da sexta hora. Uma mulher de Samaria chegou para tirar água. Jesus lhe disse: “Dê-me um pouco de água.” (Os seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimento.) Portanto, a samaritana lhe disse: “Como é que o senhor, sendo judeu, pede água a mim, apesar de eu ser samaritana?” (Porque os judeus não têm tratos com os samaritanos.)
Material oficial: DE CASA EM CASA. Ofereça diretamente um curso bíblico a alguém que demonstra interesse (lmd lição 1 ponto 3).
Publicador: Bom dia. Posso falar com você por um momento ou agora não é uma boa hora?
Pessoa: Um momento, sim. Eu estava separando estes livros para doá-los, mas já estou quase terminando. O problema é que começo a folheá-los e não avanço.
Publicador: É fácil se distrair assim. E existe algum livro do qual você não queira se desfazer?
Pessoa: As biografias ficam. Eu gosto de saber como as pessoas eram, não apenas o que conseguiram. Principalmente, como tratavam os outros quando tinham problemas.
Publicador: É verdade, isso diz muito sobre alguém. Eu gosto de prestar atenção nesse detalhe quando leio os relatos sobre Jesus: como ele reagia às pessoas que tinham costumes diferentes.
Pessoa: Eu conheço algumas coisas sobre Jesus, mas nunca li esses relatos por conta própria. Embora, sinceramente, quando penso na Bíblia, penso mais em regras do que em pessoas.
Publicador: Então talvez você tenha interesse em conhecer esse aspecto. Eu queria oferecer um curso bíblico. Podemos ler um relato, comentá-lo e ver o que você aprende dele. Poderíamos começar por observar como Jesus tratava os outros.
Pessoa: Um curso? Não sei se quero me envolver nisso. Gosto de ler e tirar minhas próprias conclusões, mas não gosto que me digam de antemão o que devo pensar.
Publicador: Eu entendo. Não faria sentido pedir que você repetisse uma resposta sem estar convencida. Você pode dizer o que pensa e perguntar sobre o que não entender. Se quiser, vemos agora um exemplo e você decide se tem interesse.
Pessoa: Bem, um exemplo, sim. Tenho interesse no que você falou sobre costumes diferentes. Às vezes basta alguém vir de outro lugar para ser visto com desconfiança.
Publicador: Este relato apresenta justamente uma situação assim. Jesus encontra uma mulher junto a um poço. Vou ler João 4:6-9; preste atenção em como ele começa a falar com ela e no que a surpreende.
Publicador: João 4:6-9 — De fato, ali ficava o poço de Jacó. E Jesus, cansado da viagem, estava sentado junto ao poço. Era por volta da sexta hora. Uma mulher de Samaria chegou para tirar água. Jesus lhe disse: “Dê-me um pouco de água.” (Os seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimento.) Portanto, a samaritana lhe disse: “Como é que o senhor, sendo judeu, pede água a mim, apesar de eu ser samaritana?” (Porque os judeus não têm tratos com os samaritanos.) Jesus começa pedindo algo tão comum como água. E a mulher fica surpresa de ele falar com ela, sendo judeu. Que impressão esse começo causa em você?
Pessoa: Que ele não a evita. Embora também estivesse cansado e com sede. Pedir água, por si só, não me parece algo extraordinário.
Publicador: É verdade, ele tinha uma necessidade real. O significativo é que não permitiu que a separação entre judeus e samaritanos o impedisse de falar com ela. A reação da mulher mostra que isso não era habitual.
Pessoa: Sim, por isso ela pergunta. Ele não começa discutindo sobre as diferenças entre eles. Gosto mais disso do que de chegar dizendo a alguém que ela está errada.
Publicador: E esse detalhe nos dá algo em que pensar. Às vezes, antes de conhecer uma pessoa, já a classificamos. Começar com uma conversa simples pode nos ajudar a deixar de vê-la como um rótulo.
Pessoa: Isso aconteceu comigo com uma vizinha. Eu achava que ela era muito fria porque mal cumprimentava as pessoas. Um dia conversamos sobre algumas plantas e descobri que ela tinha vergonha de falar porque ainda estava aprendendo espanhol.
Publicador: Conversando com ela, você conseguiu entender o que estava acontecendo. Esse é o tipo de reflexão que podemos fazer ao estudar a Bíblia: observar o relato com cuidado e pensar em como aplicar o que aprendemos.
Pessoa: Assim eu teria interesse em experimentar. Mas preferiria continuar com esse relato antes de passar para outro assunto. Quero saber como a conversa continua.
Publicador: Podemos continuar daí. Que tal eu voltar outro dia e dedicarmos alguns minutos a ler o que vem depois?
Pessoa: Posso na quinta-feira à tarde. Podemos tentar nesse dia, mas ainda não prometo continuar o curso.
Publicador: Está bem, depois você decide. Às cinco está bom para você?
Publicador: Está bem. E, quando continuarmos a leitura, há alguma pergunta que você gostaria de ter em mente, além de saber como a conversa continua?
Pessoa: Sim. Quando leio biografias, às vezes me pergunto se estou entendendo a pessoa ou atribuindo a ela minhas próprias ideias. Como podemos evitar isso ao ler sobre Jesus?
Publicador: Podemos distinguir entre o que o relato diz e o que nós supomos. Por exemplo, aqui é mencionado que Jesus estava cansado, mas não que estivesse mal-humorado. É bom não acrescentar esse detalhe. Se algo não ficar claro, podemos deixar a pergunta pendente e continuar lendo.
Pessoa: Isso me parece razoável. Vamos experimentar assim na quinta-feira e depois vejo se quero continuar.
Pessoa: Sim, às cinco. Até lá espero ter terminado com estas caixas.
Iniciando conversas
Dados da designação
Designação: Iniciando conversas
Duração: 3 min
Lição e ponto: Lição 2 · Naturalidade · ponto 5
Objetivo didático: Seja adaptável. A conversa pode tomar um rumo inesperado. Em vez de usar a ideia que você tinha em mente, esteja disposto a adaptar a mensagem ao que preocupa a pessoa.
Cenário: Na porta de sua casa, uma mulher que espera uma entrega da farmácia conversa pela primeira vez com uma publicadora e menciona sua preocupação com a doença do marido
Texto bíblico associado: 1 Pedro 5:7 — ao passo que lançam sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele cuida de vocês.
Material oficial: DE CASA EM CASA. Ensine uma verdade bíblica. Se quiser, pode usar uma das verdades que aparecem no apêndice A da brochura Uma Obra de Amor (lmd lição 2 ponto 5).
Pessoa: Ah, desculpe, achei que fosse a entrega da farmácia. Disseram que viriam esta manhã. Diga.
Publicador: Não se preocupe. Vou ser breve para que você possa continuar esperando. Eu queria compartilhar uma ideia da Bíblia sobre o futuro, algo que pode nos dar esperança.
Pessoa: Bem, agora não penso muito no futuro. Meu marido está doente, e já tenho bastante trabalho organizando os remédios e as consultas desta semana.
Publicador: Sinto muito que vocês estejam passando por isso. Então, o que você precisa agora é de ajuda para enfrentar o dia a dia, mais do que falar sobre planos para o futuro.
Pessoa: Exatamente. Minha irmã me ajuda quando pode. Ela diz que eu devo orar, mas às vezes estou tão cansada que nem sei o que dizer.
Publicador: Que bom que você pode contar com sua irmã. Sobre orar, há uma ideia simples na Bíblia: Deus quer que contemos a ele o que nos preocupa. Não precisamos esconder dele como nos sentimos.
Pessoa: Eu costumava orar mais. Agora começo e termino pensando nos resultados dos exames. Depois me pergunto se adianta alguma coisa, porque meu marido continua do mesmo jeito.
Publicador: Quando queremos que alguém querido melhore, é difícil pensar em outra coisa. Eu não gostaria de dar a entender que orar garante que ele será curado agora. Posso ler para você algumas palavras sobre por que podemos recorrer a Deus?
Pessoa: Sim, se for algo breve. Tenho interesse em saber o que diz, embora ainda tenha minhas dúvidas.
Publicador: Claro. Esta passagem relaciona a oração ao interesse que Deus tem por nós. Veja o que diz 1 Pedro 5:7.
Publicador: 1 Pedro 5:7 — ao passo que lançam sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele cuida de vocês. A razão apresentada é que somos importantes para ele. Portanto, essas preocupações com os exames que vêm à sua mente também podem fazer parte do que você conta a Deus.
Pessoa: Mesmo que eu termine dizendo a mesma coisa todos os dias? Porque minhas preocupações não mudam muito. Às vezes só penso que estou exausta e com medo.
Publicador: Você pode falar com ele sobre isso com sinceridade. Pense na sua irmã: se você voltar a contar algo que ainda a machuca, não é porque não tem nada novo para dizer, mas porque ainda precisa do apoio dela. Este texto nos incentiva a confiar nossas ansiedades a Deus.
Pessoa: Com minha irmã acontece isso. Às vezes ela não pode resolver nada, mas posso falar sem ter de organizar primeiro as ideias. Eu nunca tinha pensado em Deus dessa maneira.
Publicador: Você não precisa preparar um discurso. Pode contar a ele o que está pesando e pedir ajuda para suportar a situação. Isso não substitui os cuidados com seu marido; é também recorrer a alguém que se interessa pelos dois.
Pessoa: Vou pensar nisso. Anote para mim onde fica, por favor. Agora preciso entrar; deixei algumas coisas pela metade.
Pessoa: Mas tenho dificuldade de pedir ajuda para mim. Quem está doente é ele. Às vezes me sinto egoísta por pensar que preciso descansar ou ter um tempo para mim.
Publicador: Eu entendo. Mas a passagem não limita as preocupações que podemos contar a Deus. O seu cansaço também importa. Falar com ele sobre o que você precisa não significa que ama menos seu marido.
Pessoa: Por exemplo, quando minha irmã vem, eu poderia aproveitar para descansar, mas me sinto mal por deixá-la responsável por tudo.
Publicador: Você pode contar a Deus até mesmo esse sentimento. Não precisa escondê-lo. Aceitar esse tempo de ajuda da sua irmã também pode permitir que você continue cuidando do seu marido.
Publicador: Claro, vou anotar a referência: Primeiro Pedro, capítulo cinco, versículo sete. Assim você poderá procurá-la com calma. Vou deixá-la continuar. Espero que a entrega chegue logo.
Explicando suas crenças
Dados da designação
Designação: Explicando suas crenças
Duração: 5 min
Cenário: No Salão do Reino, um irmão se dirige à congregação e a convida a pensar em como atender às necessidades dos outros seguindo o exemplo de Jesus
Texto bíblico associado: João 15:13 — Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. / Mateus 20:28 — assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em troca de muitos.” / João 13:34-35 — Eu lhes dou um novo mandamento: Amem uns aos outros; assim como eu amei vocês, amem também uns aos outros. Por meio disto todos saberão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor entre si.”
Material oficial: Discurso. ijwbv artigo 32. Título: O que significa João 15:13? (th lição 13).
Talvez já tenha acontecido conosco: alguém precisa conversar conosco justamente quando estávamos pensando em descansar. Queremos escutar, mas também estamos cansados. Em momentos assim, o amor deixa de ser uma ideia bonita e se torna uma decisão. O exemplo de Jesus nos ajuda a tomar essa decisão com generosidade.
Quando pensamos no amor de Jesus, provavelmente nos lembramos de que ele deu a vida por nós. Foi uma demonstração extraordinária de amor. Mas entender por que ele fez isso também pode nos ajudar a decidir como usar nosso tempo, nossas forças e nossa atenção em favor de outras pessoas.
Vamos nos imaginar na última noite da vida dele na Terra. Jesus estava dando conselhos aos seus 11 apóstolos fiéis. Faltavam poucas horas para ele morrer. Mesmo assim, concentrou-se em preparar seus amigos e ensiná-los a tratar uns aos outros.
Ele havia ordenado que se amassem seguindo seu próprio exemplo. Não estava falando simplesmente de sentir simpatia ou de se dar bem quando tudo fosse fácil. Para entender até onde esse amor deveria chegar, vamos ouvir as palavras de Jesus encontradas em João 15:13.
João 15:13 — Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.
Jesus estava falando de um amor tão forte que levaria alguém a dar a vida pelos amigos. Seus discípulos deveriam estar dispostos a amar uns aos outros até esse ponto. Era um amor sacrificial, sem egoísmo, que colocava o bem-estar dos outros acima do próprio.
Jesus não estava pedindo algo que ele mesmo não praticasse. Durante seu ministério, havia dedicado suas energias a ensinar sobre o Reino de Deus e a curar doentes. As necessidades das pessoas eram importantes para ele. Seu modo de agir mostrava que seu amor não se limitava a palavras.
Ele também estava disposto a realizar tarefas humildes. Naquela mesma noite, lavou os pés dos discípulos. Embora fosse seu Mestre, não considerou que servi-los estivesse abaixo de sua dignidade. O amor o motivou a fazer algo útil por eles, sem buscar uma posição confortável.
Aqui encontramos uma aplicação muito prática. Em casa ou na congregação, pode haver tarefas necessárias que passam despercebidas. Podemos nos perguntar: há algo que eu possa fazer para aliviar a carga de alguém? Imitar Jesus inclui estar disponíveis para ajudar, mesmo que o que façamos não receba atenção.
Por exemplo, se um familiar estiver exausto, poderíamos assumir uma tarefa que normalmente ele realiza. Se um irmão precisar se expressar, poderíamos dedicar algum tempo para ouvi-lo sem apressá-lo. Essas são maneiras simples de colocar as necessidades dele à frente do nosso conforto, dentro das nossas possibilidades.
No entanto, João 15:13 apontava para algo muito maior do que esses atos cotidianos de serviço. Poucas horas depois de dizer essas palavras, Jesus deu a vida. Ele mesmo havia explicado o objetivo de seu sacrifício. Vejamos como ele expressou isso em Mateus 20:28.
Mateus 20:28 — assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em troca de muitos.”
Sua morte foi um resgate em troca de muitas pessoas. Jesus não apenas ensinou o que era o amor sacrificial; ele o demonstrou da maior maneira possível. Ao dar a vida, provou que amava os outros mais do que a si mesmo. Meditar nisso fortalece nossa gratidão.
Talvez pensemos que dar a vida por alguém é uma situação muito distante da nossa experiência diária. Mas não precisamos esperar uma circunstância extrema para cultivar esse amor. Podemos aprender a ser generosos agora, nas pequenas decisões que tomamos ao lidar com nossos irmãos.
Isso não significa que todos possamos ajudar da mesma maneira. Nossas forças e circunstâncias são diferentes. A questão é olhar para os outros com interesse sincero e pensar no que podemos oferecer. Às vezes será ajuda prática; outras vezes, tempo para escutar ou algumas palavras de encorajamento.
Jesus ama todas as pessoas, mas sentia um carinho especial por seus discípulos fiéis. Eles haviam obedecido às suas instruções e permanecido ao seu lado durante as provações. Ele os considerava amigos íntimos. Essa amizade nos lembra do valor de acompanhar nossos irmãos também quando enfrentam dificuldades.
Os cristãos do primeiro século levaram muito a sério esse exemplo e estavam dispostos a dar a vida uns pelos outros. Esse amor não seria um detalhe secundário de sua adoração. Jesus explicou que ele permitiria reconhecer seus verdadeiros discípulos. Vamos ler João 13:34, 35.
João 13:34-35 — Eu lhes dou um novo mandamento: Amem uns aos outros; assim como eu amei vocês, amem também uns aos outros. Por meio disto todos saberão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor entre si.”
O amor entre os discípulos deveria ser visível. Não bastava afirmar que seguiam Jesus; tinham de tratar uns aos outros como ele os havia tratado. Quando ajudamos generosamente e demonstramos interesse sincero uns pelos outros, nossas ações mostram que desejamos aprender de nosso Mestre.
Esse amor também nos motiva a compartilhar as boas novas do Reino. Jesus dedicou seu ministério a essa mensagem. Imitá-lo inclui pensar nas necessidades de quem nos escuta, prestar atenção às suas preocupações e explicar bondosamente como o que a Bíblia ensina pode ajudá-los.
Assim, João 15:13 nos ensina quanto Jesus nos ama e que tipo de amor devemos cultivar. Pensemos em alguém a quem possamos ajudar nesta semana e numa ação concreta a favor dessa pessoa. Não esperemos uma ocasião extraordinária: comecemos hoje a demonstrar um amor generoso e sacrificial.
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